O ex-ministro Fernando Haddad (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltam a se enfrentar, quatro anos depois, em debate da Band para a eleição ao Governo de São Paulo neste domingo (9/8), às 20h - desta vez, sozinhos.
Os candidatos, que já disputaram o cargo um contra o outro em 2022, estarão de novo frente a frente, mas, neste ano, serão os únicos participantes, em uma espécie de segundo turno antecipado e uma amostra da eleição que se desenha.
Na pesquisa Datafolha de julho, o atual governador aparece na liderança isolada, com 46% das intenções, contra 30% do petista. Outros nomes testados têm 5% ou 4%. A chance, assim, é de que a disputa estadual termine em primeiro turno.
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A estratégia do comitê petista para reduzir essa distância passa por expor o que consideram vidraças do governador. A aposta é na tese de que São Paulo "andou para trás" em áreas como educação e privatizações, incluindo Sabesp e linhas de trem.
Por esse argumento, o Brasil avança enquanto o estado patina, e obras na região só foram viabilizadas graças a investimentos federais. O discurso permite, ao mesmo tempo, valorizar a gestão do presidente Lula (PT) e desgastar a do governador.
A coordenação da pré-campanha considera que este primeiro encontro entre os dois será previsível, sem agressividade, com temas já dados e que vão resvalar em assuntos nacionais.
Outro foco de Haddad é a segurança pública, uma das principais atribuições do governador e um desafio histórico da esquerda. O lançamento do plano do ex-ministro com propostas para a área estava previsto para sábado (8/8), mas terminou adiado para segunda-feira (10/8) em razão de uma agenda com o presidente.
Apesar da importância da segurança ou do interior, a expectativa é que os flancos sejam diversos. Um interlocutor da pré-campanha resumiu assim o desafio: é grande, mas não de todo complexo, é mostrar para a população o custo Tarcísio.
Já Tarcísio tem um roteiro de campanha centrado nas entregas de sua gestão. Entre elas, estão a retomada de obras paralisadas como o monotrilho da linha 17- ouro do Metrô e o Rodoanel, a redução do fluxo na cracolândia e avanços na habitação.
O governador também defenderá a privatização da Sabesp, alvo constante de Haddad, ressaltando que o contrato tem cláusulas para garantir eficiência da empresa e para liberação de investimentos.
Auxiliares do governador esperam ataques acima do tom por parte do petista e afirmam que ele está preparado para devolver críticas, explorando a rejeição a Haddad demonstrada pela população nas urnas na eleição passada e problemas nas contas públicas e na economia nacional, que Tarcísio já atrela ao ex-ministro da Fazenda.
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O debate terá três blocos, com mediação de Rodolfo Schneider, diretor-geral de Jornalismo do Grupo Bandeirantes. O primeiro bloco prevê uma pergunta comum a ambos, seguida de confronto direto. Tarcísio começa. No segundo, jornalistas fazem perguntas a cada candidato, com comentários e réplicas. O último bloco tem novo confronto direto e considerações finais de cada um.
