O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) desistiu de disputar o governo de Minas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), anunciou, ao lado do senador, que ele não será candidato. De acordo com Pereira, a decisão do senador foi espontânea.

Chorando, o senador pediu "perdão" ao povo mineiro  pela desistência. "Não está fácil para mim e para a minha família. Não adianta entrar em uma campanha agora do jeito que eu estou. Tenho que ser honesto, falar a verdade", lamentou o parlamentar, que perdeu, no mês passado, o irmão mais novo, Mateus Azevedo, de câncer. 

"Eu me dirijo aqui ao povo mineiro para pedir perdão.Só um pouquinho mais.Pedir perdão, porque o meu momento não é fácil para mim, para a minha família.Não adianta entrar numa campanha agora do jeito que eu estou.Não adianta eu cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim, se eu não estou cuidando da minha família.Eu tenho que ser honesto com vocês, eu tenho que falar a verdade. Aqui, o Euclides (Peterssen) sempre me ajudou, me deu a candidatura ao Senado, me motivou,o senhor também me esperou pelo tempo que eu preciso esperar; eu peço perdão, mas, no meu momento hoje, eu não estou bem", disse o senador que gravou um vídeo ao lado de Pereira e de Euclydes Peterssen, deputado federal e presidente do Republicanos em Minas Gerais.

O senador disse não ter condições de entrar em uma campanha sem cuidar dele e da família primeiro. “O que está acontecendo hoje é que eu venho novamente aqui ao povo mineiro, que me fez liderar a pesquisa aí, com 40% até agora.para pedir perdão por não estar bem agora, neste momento.Eu vou continuar seguindo meu caminho aqui, honrando vocês aqui, pode ter certeza disso”, afirmou.

No vídeo, Pereira afirma que a legenda impôs “algumas condicionantes” para o Cleitinho” e citou as idas e vindas do senador a respeito da candidatura. “O Cleitinho tomou uma decisão espontaneamente, diante do momento difícil que ele está vivendo”, afirmou Pereira. Ele reconheceu, no próprio vídeo, que o estilo adotado por Cleitinho ao longo da carreira política contribuiu para sua eleição ao Senado e para sua projeção nas redes sociais. O dirigente afirmou, no entanto, que a disputa ao governo exigiria outro tipo de condução política. 


Pettersen também comentou a decisão e disse que ela será respeitada pela legenda . Segundo ele, “às vezes não é o momento”, ao mencionar o período de luto vivido pelo senador.


Indefinição

A decisão ocorre após semanas de indefinição sobre a candidatura. Cleitinho liderava levantamentos de intenção de voto e era tratado como principal nome do partido para a disputa ao governo estadual, mas vinha alternando sinais sobre a manutenção do projeto. O impasse se intensificou após sucessivos adiamentos de anúncios, declarações públicas com críticas a aliados e a ausência do senador na convenção partidária realizada mês passado.

Na sexta-feira (31/7), um encontro de mais de cinco horas reuniu a direção nacional do Republicanos, lideranças de Minas Gerais e o senador, onde foram discutidos os rumos da candidatura e as condições para sua eventual manutenção.

Entre as exigências apresentadas ao senador estavam a necessidade de moderação no discurso público, após críticas dirigidas a aliados do partido, incluindo o líder religioso Edir Macedo, a quem Cleitinho chamou de “falso profeta”, além de declarações em que disse não confiar integralmente na direção nacional da legenda.

Também foram apontadas pela cúpula partidária as sucessivas indefinições sobre a candidatura, os adiamentos de decisões e a ausência na convenção partidária, fatores que, segundo dirigentes, comprometeram a organização da campanha e as negociações com possíveis aliados.


Condicionantes


No encontro, foram discutidos os rumos da candidatura e as condições para sua eventual manutenção. Entre as exigências apresentadas ao senador estavam a necessidade de moderação no discurso público, após críticas dirigidas a aliados do partido, incluindo o líder religioso Edir Macedo, a quem Cleitinho chamou de “falso profeta”, além de declarações em que disse não confiar integralmente na direção nacional da legenda.

Também foram apontadas pela cúpula partidária as sucessivas indefinições sobre a candidatura, os adiamentos de decisões e a ausência na convenção partidária, fatores que, segundo dirigentes, comprometeram a organização da campanha e as negociações com possíveis aliados.

O Republicanos deve apoiar a candidatura do ex-secretário da Casa Civil , Marcelo Aro (PP), ao governo de Minas. Aro era aliado do governador Mateus Simões (PSD) e cotado para compor a chapa do governador a mais um mandato como candidato ao Senado, mas os dois romperam.Aro não aceitou a presença do senador Carlos Viana (PSD), candidato à reeleição, na chapa de Simões, temendo que a divisão dos votos dificultasse sua eleição para o Senado. 

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