RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ex-governador Wilson Witzel (Democrata) decidiu neste sábado (1º/8) abrir mão de sua pré-candidatura para o Governo do Rio de Janeiro para apoiar o também ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa.
A aliança visa, segundo os ex-governadores, criar uma frente para tentar superar o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), na disputa por uma vaga no segundo turno. O potencial rival seria o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), segundo as pesquisas de intenção de votos.
"Nós dois somos competitivos, mas o partido dele está mais estruturado para uma campanha a governador. Meu partido não tem acesso a fundo partidário e está sendo reconstruído. Tenho um capital político que não pode ser desperdiçado. Se tivermos três, quatro candidatos da direita fragmentados, ficamos sem saber quem vai ao segundo turno", disse Witzel.
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O ex-juiz disse, porém, que não será candidato a vice-governador. O ex-juiz federal afirmou ter apresentado propostas na área econômica, segurança e social para Garotinho em conversa nessa sexta-feira (31/7). A decisão deve ser oficializada neste sábado na convenção do Democrata, antigo PMB (Partido da Mulher Brasileira).
Witzel disse considerar que também tem em comum com Garotinho uma trajetória marcada por injustiças. O ex-juiz foi afastado do governo em 2020 sob acusação de envolvimento em desvios na saúde e seu novo aliado já foi preso preventivamente quatro vezes no curso de investigações.
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"Nós fomos injustiçados. Temos uma história de injustiça. Todas as questões que aconteceram contra ele foram revertidas na Justiça. Isso nos aproxima", afirmou.
Os processos penais e eleitorais contra Garotinho que levaram à sua prisão foram anulados pela Justiça. Witzel ainda responde a quatro ações penais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pouco avançaram desde sua abertura.
O ex-juiz disse que não poderia apoiar Douglas Ruas em razão de seu vínculo com "um governo que começou com a traição ao meu governo". O presidente da Alerj foi secretário no governo Cláudio Castro (PL), que era vice de Witzel quando houve o processo de impeachment.
"É um governo com integrantes investigados com provas robustas", disse ele.
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A aliança com Witzel supera uma baixa sofrida na aliança de Garotinho. O ex-governador teria o apoio do DC (Democracia Cristã), que indicaria a vice, mas o partido decidiu se aliar a Paes. O ex-juiz declarou que o Democrata pode indicar a vice na chapa caso o assunto não seja revertido.
