CAMPANHA "SOLTEIRA"

Cleitinho afirma que não apoia ninguém ao Senado

"Não estou apoiando nenhum dos candidatos a senador, pois nenhum deles está me apoiando publicamente", disse candidato do Republicanos

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O senador e candidato a governador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou que está fazendo uma campanha "solteira", sem pedir votos para nenhum nome como candidato a senador. Ele justificou que adota essa postura porque, até então, mesmo liderando as pesquisas na corrida estadual, não recebeu apoio de nenhum concorrente ao Senado à sua candidatura ao Palácio Tiradentes.

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A declaração de Cleitinho confirma o rompimento público entre ele e o candidato ao Senado Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Governo na gestão Romeu Zema (Novo), que chegou a caminhar junto com o representante do Republicanos, até meados de agosto.

Cleitinho fez a declaração nesta segunda-feira (31/8), em Montes Claros, no Norte de Minas. Ele fez uma caminhada no Centro comercial da cidade, debaixo do sol forte, acompanhado por candidatos a deputado (federal e estadual) e apoiadores. Durante atividade de campanha, questionado pelo Estado de Minas se apoia algum nome para o Senado, ele respondeu: “Sou candidato a governador. Não estou apoiando nenhum dos candidatos a senador, pois, nenhum deles está me apoiando publicamente”.

Logo em seguida, abordado novamente sobre o tema, o senador do Republicanos admitiu que poderá mudar de ideia e pedir votos para algum postulante a uma vaga no Senado até o primeiro turno da eleição, em 4 de outubro. “Depois, a gente vai conversar (sobre isso), afirmou.

No lançamento da candidatura de Cleitinho ao Governo do Estado, o Republicanos ficou sem nenhum nome oficializado para a disputa do Senado. A sigla chegou a discutir a possibilidade de registrar os nomes do deputado federal Euclydes Pettersen e do ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (irmão de Cleitinho), o que acabou não se concretizando. Desta forma, se Cleitinho ainda decidir pedir votos para algum candidato ao Senado, o apoio terá que ser informal.

“Carona” de moto

Cleitinho fez caminhou pelo centro comercial de Montes Claros, ao lado de um grupo de apoiadores, debaixo do sol forte. Durante o percurso,  ele chegou a subir na garupa de uma moto de um “moto-taxista”, fazendo o uso de capacete. O percurso da “carona” foi de apenas alguns metros, mas o suficiente para que apoiadores fizessem o registro pelos celulares.

Em outro momento, o candidato a governador chegou a carregar uma pequena caixa de som.

Cleitinho parou várias vezes para cumprimentar eleitores. Numa das paradas, o candidato a governador conversou com um grupo de carregadores de um supermercado e lembrou que é favorável ao fim da jornada 6 x 1. 

A “caminhada” seguiu até o Café Galo, ponto tradicional da cidade. Ao entrar no estabelecimento e tomar um cafezinho, o candidato do Republicanos fez um pequeno discurso. Disse que, se eleito, vai dar prioridade ao atendimento às demandas do Norte de Minas, afirmando que a região, até então, “só é lembrada de quatro em quatro anos, nas eleições”.

“(Se eleito), vou pegar o bolo, que é o orçamento do estado — o dinheiro — e dividir em fatias para todas as regiões do estado. A partir de janeiro, estarei aqui sempre. Vou fazer (sic) aqui uma minicidade administrativa e despachar daqui também”, assegurou.

Ainda durante a caminhada, Cleitinho parou em uma loja no “quarteirão do povo”, na Rua Simeão Ribeiro. Ele aproveitou a presença de vendedoras da loja para fazer um discurso em defesa das mulheres e contra a violência de gênero.

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“Somos nós homens que temos que defender as mulheres. Todo homem que está aqui veio de uma mãe, que é uma mulher. Temos que nos conscientizar disso — aquela criança, aquele menino, tem que entender que, quando ele crescer e virar homem, ele tem que defender as mulheres — não agredir a mulher. A mesma coisa, a menina. Ela tem que entender que, quando ela crescer, se um homem apontar um dedo pra ela, ela não tem que aceitar. Se um homem quiser agredi-la, ela tem que denunciar”, argumentou.

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