Cleitinho revela que apoio a Aro veio por pedido do Republicanos
Recentemente, porém, houve um afastamento na relação de apoio entre os dois
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, contou que o apoio concedido ao ex-secretário Marcelo Aro (PP) na disputa pelo Senado Federal veio após pedido do seu partido.
Cleitinho e Aro trocaram fortes ataques durante o pleito de 2022, quando ambos competiam pela vaga mineira no Senado. Por isso, causou estranhamento a aliança que os dois estabeleceram neste ano.
Em sabatina na "CNN Brasil" nessa quinta-feira (27/8), Cleitinho explicou que o movimento partiu de uma orientação partidária: "Essa composição veio também pela questão do partido. O partido quando veio oficializar a minha candidatura, o Marcos Pereira, que é presidente do Republicanos, me pediu para poder apoiar o Aro."
Também afirmou que o aliado o "atacou muito" durante o pleito de 2022, mas justificou a reconciliação: "Uma coisa que eu aprendi na vida é saber perdoar. Ele veio, me pediu perdão, e eu aceitei o perdão dele."
Por fim, Cleitinho disse que Aro não pediu nenhum cargo caso perca a eleição para o Senado: "Ele não quer cargo nenhum dentro mais do governo, seja meu, do Mateus, ou de quem for. Isso também é uma decisão dele, e também ele não participaria do meu secretariado. Isso é uma conversa que eu já tive com ele."
Cleitinho e Marcelo Aro
Quando o cenário indicava que Cleitinho não disputaria o governo de Minas, inclusive com nota do Republicanos barrando a candidatura dele, o nome de Aro surgiu como opção para ocupar o vácuo. Ele chegou a dizer que tinha conseguido selar um acordo para unir Republicanos, União-PP e PL para apoiá-lo, mas a articulação "saiu pelos dedos".
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O PL optou por lançar candidatura própria com Flávio Roscoe. A União-PP fechou apoio à reeleição de Mateus Simões (PSD), deixando Aro isolado na disputa pelo Senado, já que ele havia rompido politicamente com o governador.
De qualquer maneira, o ex-secretário conseguiu negociar o apoio informal de Cleitinho, que não tem nenhum candidato ao Senado na sua coligação.
Afastamento
Logo após o início da campanha, porém, a relação esfriou. Coordenador da campanha e vice de Cleitinho, o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão (Republicanos) admitiu publicamente o afastamento.
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Conforme noticiou o Estado de Minas, a pressão de aliados fez o candidato ao governo se desassociar de Aro e adotar postura mais neutra sobre a disputa do Senado.