‘Sem extremismos’: Aécio defende atuação de Centro no Senado
Presidente nacional do PSDB anunciou candidatura ao Senado por Minas Gerais nesta sexta (28/8) e criticou "essa radicalização pueril e penosa que tomou conta da política brasileira"
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Deputado federal e agora candidato ao Senado por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) defendeu uma postura de Centro no Senado, caso seja eleito. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (28/8), em anúncio da candidatura.
Em coletiva de imprensa, Aécio afirmou que, caso eleito, quer rearticular as forças de Centro para uma transformação no país. O planejamento é promover uma articulação “sem extremismos”, com um projeto para 2030 que “olhe o Brasil para o futuro, sem essa radicalização pueril e penosa que tomou conta da política brasileira”.
O mineiro ainda defendeu que não pretende ser candidato de A ou de B e que quer ser senador “para qualquer que seja o próximo presidente da República”, tendo a possibilidade de negociar e defender interesses do estado, “em nome dos mineiros”.
Ele citou as eleições presidenciais de 2014, as quais concorreu e perdeu para a candidata do PT Dilma Rousseff, e considerou serem elas precursoras da radicalização no país. “Nós tentamos interromper o ciclo do PT para retomar a agenda de mudanças. Não fui feliz na eleição. Eu acho que ali o Brasil pegou uma encruzilhada equivocada que nos trouxe a essa radicalização que nós estamos vivendo aqui hoje”, afirmou.
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Na visão dele, o PSDB “vem revigorado”, se amparando nas realizações feitas pelo partido no passado, como citou a modernização da economia e privatização do setor de telecomunicações e de mineração, e com uma “visão de futuro” relacionada a assuntos como investimento em tecnologias e na inteligência artificial “em benefício das pessoas, seja na saúde, seja na educação”.
Ele ainda defendeu “uma política externa pragmática”, sem viés ideológico, “que nós temos vivido não apenas nesse governo (do presidente Lula), mas nos últimos governos”. “Liberal na economia, mas que seja inclusiva no campo social”, defendeu.
O posicionamento de Centro também foi justificativa para ele ter mudado a rota planejada. Em 4 de agosto, ele havia declarado que não disputaria a nenhum cargo nas eleições deste ano e que se concentraria nas funções de dirigente partidário. A mudança de rota se fez hoje, depois que a federação PSDB-Cidadania e o PDT publicaram nota defendendo que Aécio entrasse na disputa, citando um apelo de diversos dirigentes estaduais.
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Aécio relatou que o apelo também foi direcionado ao contato direto a ele, com ligações telefônicas feitas por candidatos do PT e do PL a outros cargos que estimulavam sua candidatura. “É um sentimento de que, já que são dois votos (ao Senado), é possível até que aqueles que têm uma identificação ideológica num ou noutro campo possam compreender que é necessário ter alguém que dialogue com os dois extremos”, afirmou. Ainda na visão de Aécio, as circunstâncias foram criadas e ele “atende a essa convocação com muita humildade e muita responsabilidade”.