'Melhor não aparecer': Amoêdo ironiza partido Novo depois de sabatina de Zema na Globo
Fundador do Novo critica fala do presidenciável sobre 'programas contra mulheres' e lamenta a mudança de rumo e a qualidade dos quadros do partido
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O empresário João Amoêdo, um dos fundadores do partido Novo, ironizou a participação do candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) em sabatina na TV Globo, exibida nessa segunda-feira (24/8). Para Amoêdo, o presidenciável se saiu mal na entrevista, demonstrando a queda na qualidade dos quadros da legenda desde sua fundação em 2011.
No início do partido NOVO, nosso maior desafio era ter espaço na mídia para divulgarmos nossas ideias.
— João Amoêdo (@joaodamoedo) August 25, 2026
O NOVO, entretanto, mudou tanto e ficou tão ruim que hoje não aparecer é a melhor coisa que pode acontecer ao partido.
“No início do partido Novo, nosso maior desafio era ter espaço na mídia para divulgarmos nossas ideias. O Novo, entretanto, mudou tanto e ficou tão ruim que hoje não aparecer é a melhor coisa que pode acontecer ao partido”, escreveu o empresário.
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Zema foi questionado na noite de segunda-feira sobre economia, segurança pública, saúde, um escândalo de corrupção em seu governo e os déficits financeiros de Minas Gerais. O momento de maior repercussão, no entanto, foi uma gafe ao falar sobre violência contra a mulher na sabatina na TV Globo.
“Eu tenho uma série de programas contra as mulheres que, inclusive, levei adiante”, disse o candidato do Novo.
Amoêdo foi um nome forte no partido e disputou a Presidência da República pela sigla em 2018. Na ocasião, alcançou 2,5% dos votos válidos, mesmo sem tempo de propaganda eleitoral e sem participar de debates.
O conflito com a legenda começou durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Amoêdo criticou a mudança ideológica das lideranças, que se aproximaram do bolsonarismo e se afastaram do liberalismo clássico defendido anteriormente.
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Ele se desfiliou do Novo em novembro de 2022, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída ocorreu depois que a comissão de ética do partido abriu um processo de suspensão e expulsão contra ele por ter anunciado seu voto em Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.