O que é tráfico de influência e como a lei brasileira pune
Entenda a diferença entre tráfico de influência para corrupção ativa e passiva
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O tráfico de influência, crime que voltou ao debate público após investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), consiste em usar uma suposta posição de prestígio para obter vantagens. A prática é tipificada no Código Penal e se diferencia de outros delitos contra a administração pública, como a corrupção.
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O que é tráfico de influência?
Previsto no artigo 332 do Código Penal Brasileiro, o tráfico de influência ocorre quando alguém busca obter vantagem, para si ou para outra pessoa, ao afirmar que pode interferir ou exercer influência sobre um agente público.
Para a configuração do delito, não é necessário que o funcionário público saiba do esquema ou que o ato seja de fato realizado. A simples promessa ou a venda da influência já caracteriza a infração, pois a prática compromete a credibilidade da administração pública e transforma relações pessoas e supostos vínculos com autoridades em instrumentos para alcançar benefícios indevidos.
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Qual a pena para o tráfico de influência?
A lei brasileira estabelece uma pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, para quem comete o crime. A punição pode ser aumentada pela metade caso o agente alegue ou insinue que a vantagem também se destina ao funcionário público que seria influenciado.
Qual a diferença entre tráfico de influência e corrupção?
Embora ambos sejam crimes contra a administração pública, existem diferenças fundamentais entre tráfico de influência e corrupção. A principal distinção está no envolvimento direto do funcionário público. No tráfico de influência, um particular negocia sua suposta capacidade de influenciar um agente público, que pode nem estar ciente da negociação. Já a corrupção exige a participação do servidor.
Corrupção ativa
A corrupção ativa é caracterizada pela conduta de um particular que oferece ou promete uma vantagem indevida a um funcionário público com a intenção de obter algum benefício.
Para que o delito seja configurado, não é necessário que o agente público aceite a proposta ou efetivamente receba a vantagem oferecida. A simples oferta ou promessa de benefício indevido, desde que tenha como finalidade influenciar a atuação do funcionário público, já é o suficiente para qualificar o crime.
Corrupção passiva
Ocorre quando o funcionário público solicita ou recebe uma vantagem indevida, ou aceita a promessa dela, em razão de sua função. Neste caso, o corrupto é o agente público.
Para que o crime seja caracterizado, não é necessário que a vantagem seja efetivamente entregue, a própria solicitação ou aprovação da promessa pode ser suficiente. A legislação prevê pena de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa. A punição pode ser aumentada em um terço quando, em decorrência da vantagem ou promessa recebida, o agente público retarda ou deixa de praticar um ato de ofício ou o realiza contrariando seus deveres funcionais.
*Estagiária sob a supervisão do subeditor Humberto Santos
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.