Candidatos ao governo somam bens no valor de R$ 26 milhões
Patrimônio declarado pelos 11 concorrentes varia de R$ 479,89 a R$ 13,35 milhões. Flávio Roscoe (PL) é o mais rico, enquanto quatro afirmam ao Tribunal Superior Eleitoral não ter bem
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Os 11 candidatos ao governo de Minas Gerais declararam, juntos, R$ 26,1 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Os patrimônios informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) variam de R$ 479,89 a R$ 13,35 milhões, enquanto quatro concorrentes afirmaram não possuir bens a declarar. As declarações foram apresentadas no registro das candidaturas, encerrado no sábado (15), e permitem aos eleitores consultar o patrimônio informado pelos postulantes ao Palácio Tiradentes.
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O maior patrimônio entre os candidatos é o de Flávio Roscoe (PL), com R$ 13,35 milhões. Na outra ponta está Indira Xavier (UP), que declarou R$ 479,89. Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD) e Gabriel Azevedo (MDB) aparecem entre os candidatos que possuem patrimônio milionário. Ben Mendes (Missão), Henrique Áreas (PCO), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) informaram não ter bens.
Estreante em disputas eleitorais, Flávio Roscoe concentra pouco mais da metade da soma dos patrimônios declarados pelos candidatos. O empresário informou R$ 13,35 milhões à Justiça Eleitoral. O principal item da declaração é um depósito a prazo de R$ 7,22 milhões.
Entre os imóveis, o maior patrimônio declarado é um apartamento em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, avaliado em R$ 2,1 milhões. Roscoe também informou duas salas comerciais em Belo Horizonte, com valor total de R$ 150 mil. Como nunca havia disputado eleições, não há declarações de bens de anos anteriores disponíveis para comparação no TSE.
Alexandre Kalil aparece na sequência, com R$ 5,94 milhões declarados. O patrimônio do candidato do PDT cresceu aproximadamente 62,7% em relação a 2022, quando ele informou R$ 3,65 milhões à Justiça Eleitoral.
A principal mudança na declaração de Kalil ocorreu com a incorporação de bens herdados por sua esposa e com o aumento dos depósitos mantidos no exterior. A maior parte dos imóveis, participações societárias e veículos permaneceu com os mesmos valores declarados na eleição anterior.
Recuo
Candidato à reeleição, o governador Mateus Simões declarou R$ 2,9 milhões em bens. O valor representa uma redução de 2,6% em relação à declaração apresentada em 2022, quando disputou a eleição como candidato a vice-governador e informou patrimônio de R$ 2,98 milhões. A redução foi de R$ 80,7 mil. As principais quedas ocorreram nos recursos aplicados em ações, fundos e investimentos de renda fixa.
Gabriel Azevedo, do MDB, declarou R$ 1,7 milhão. O patrimônio é 37% superior ao informado em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte e declarou R$ 1,24 milhão. A evolução ocorreu principalmente pela aquisição de um imóvel de R$ 406 mil e pela carteira de investimentos. A declaração também mostra aumento na coleção de bicicletas: de duas unidades, avaliadas em R$ 7,5 mil em 2024, para quatro modelos, que somam R$ 35 mil neste ano.
Candidato do Republicanos, Cleitinho Azevedo declarou R$ 956,5 mil em bens. Em 2022, quando foi eleito senador, o patrimônio informado era de R$ 544 mil. A diferença representa crescimento de aproximadamente 75%.
Patrus Ananias, do PT, informou R$ 1,24 milhão à Justiça Eleitoral. O valor é 21,65% maior que os R$ 1,02 milhão declarados em 2022, quando foi eleito deputado federal. No caso de Patrus, a evolução do patrimônio ocorreu principalmente em razão de aplicações de longo prazo e previdência privada.
Menos de R$ 500
Única mulher na disputa, a candidata da Unidade Popular (UP), Indira Xavier, declarou R$ 479,89 em bens – o menor patrimônio registrado entre os concorrentes. O valor corresponde a um depósito em conta corrente. A quantia é cerca de 19% inferior aos R$ 592,97 informados por ela em 2024, quando disputou a Prefeitura de Belo Horizonte.
Sem patrimônio
Ben Mendes, do Missão, declarou não possuir bens. Estreante em eleições, ele não tem registros anteriores de patrimônio no TSE. Henrique Áreas, do PCO, também informou não ter bens a declarar. Há registros de declarações sem patrimônio em suas candidaturas anteriores. Em 2016, quando disputou a Prefeitura de São Paulo, e em 2018, na eleição para deputado federal pelo estado, não informou bens. Em 2020, quando concorreu a vice-prefeito de São Paulo, em uma candidatura posteriormente declarada inapta, também não apresentou patrimônio.
Rafael Duda, do PSTU, igualmente declarou patrimônio zerado em 2026. Na eleição anterior da qual participou, em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Congonhas, ele havia informado R$ 90 mil em bens, correspondentes a um apartamento de dois quartos financiado pela Caixa Econômica Federal. Túlio Lopes, do PCB, também declarou não possuir bens à Justiça Eleitoral, assim como na eleição anterior.
PATRIMÔNIOS DECLARADOS:
Flávio Roscoe (PL): R$ 13,35 milhões
Alexandre Kalil (PDT): R$ 5,94 milhões
Mateus Simões (PSD): R$ 2,9 milhões
Gabriel Azevedo (MDB): R$ 1,7 milhão
Patrus Ananias (PT): R$ 1,24 milhão
Cleitinho Azevedo (Republicanos): R$ 956,5 mil
Indira Xavier (UP): R$ 479,89
Ben Mendes (Missão): R$ 0
Henrique Áreas (PCO): R$ 0
Rafael Duda (PSTU): R$ 0
Túlio Lopes (PCB): R$ 0
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FONTE: TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL