ELEIÇÕES 2026

Candidata a governadora e rapper FBC protestam contra despejo em BH

Indira Xavier (UP) destacou a luta por moradia e a ocupação de moradias abandonadas

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A candidata ao governo de Minas Gerais Indira Xavier (UP) realizou um protesto contra o despejo da "Kasa Invisível" nesta sexta-feira (21/8). A estrutura é uma ocupação do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Entre os participantes do protesto, esteve presente o rapper e compositor FBC, apoiador da Unidade Popular e da candidatura de Indira.

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A ação da candidata e de apoiadores acontece devido à ordem de despejo do local, que funciona como espaço cultural e serve de moradia a diversas pessoas há 13 anos. O imóvel ocupado está localizada na região central da capital mineira, foi construído em 1938 e estava sem uso. Os herdeiros do prédio buscam a reintegração do prédio.

Em vídeo postado nas redes sociais, Indira destacou a luta por moradia e as ocupações. A candidata da Unidade Popular ainda criticou a quantidade de imóveis vazios em relação à população em situação de rua e a especulação imobiliária.

"Nós estamos aqui na resistência, para dizer que, enquanto morar foi um privilégio, ocupar segue sendo um direito. O estado de Minas Gerais têm mais imóveis fechados do que gente em situação de rua, e esses imóveis cumprem o papel de fazer especulação imobiliária. Quando nós ocupamos, é para cumprir a Constituição", afirmou a candidata ao Palácio Tiradentes.

Fabrício Soares Teixeira, o FBC, divulgou a manifestação nas redes sociais e puxou coros em protesto ao despejo, como "você tira a minha casa e eu tiro o seu sossego". O artista mineiro tem 20 anos de carreira no rap e acumula milhões de ouvintes nas plataformas digitais.

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O músico já havia se posicionado politicamente em outros contextos, chegando a entrar em conflitos com apoiadores da direita em shows e afirmar: “entrei no rap para fazer política e assim vou até morrer”. Em seu último álbum, chamado de "Assaltos e Batidas", o cantor faz referências políticas nas letras e na capa, homenageando figuras como Marighella e Eduardo Galeano, além de criticar a direita.

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