Quem é Paulinho da Força, o ex-aliado que rompeu com Lula em 2026
Deputado apoiou Lula em 2022, mas rompeu com o presidente em 2026 após embate sobre a reforma trabalhista e acusações de 'ingratidão' do governo.
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O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) tornou-se o centro de uma nova crise política após um embate direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2 de agosto, durante a Convenção Nacional do PT, Lula criticou Paulinho por seu posicionamento na reforma trabalhista de 2017. O episódio, no entanto, é apenas o capítulo mais recente de um rompimento que já havia sido anunciado em maio de 2026, expondo a deterioração da aliança firmada nas eleições de 2022.
Quem é Paulinho da Força?
Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, é um metalúrgico, líder sindical e político brasileiro. Fundador e presidente licenciado da Força Sindical, uma das maiores centrais sindicais do país, ele cumpre mandatos como deputado federal por São Paulo há vários anos.
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Sua carreira começou no movimento sindical na década de 1970, ganhando projeção como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em 1991, liderou a criação da Força Sindical como uma alternativa à Central Única dos Trabalhadores (CUT), historicamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O Rompimento em 2026
Apesar de ter apoiado Lula nas eleições de 2022, a relação entre Paulinho e o governo petista se desgastou rapidamente. O Solidariedade, partido do deputado, ficou de fora da distribuição de ministérios, o que Paulinho classificou como "ingratidão". A ruptura se consolidou em maio de 2026, quando, após relatar o PL da Dosimetria, ele anunciou que não apoiaria mais o presidente, declarando que "Lula está governando apenas para quem o visitava na cadeia".
O contexto eleitoral de 2026 também acirrou os ânimos. Paulinho recusou um convite do PT para se lançar candidato ao governo de São Paulo, declarou apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos) e desistiu de sua própria pré-candidatura ao Senado.
O Embate na Convenção do PT
O conflito mais recente ocorreu em 2 de agosto de 2026, quando Lula, durante a Convenção Nacional do PT, acusou Paulinho de ter apoiado a reforma trabalhista de 2017, legislação amplamente criticada pela esquerda. A resposta do deputado foi imediata e dura: chamou o presidente de "gagá" e exigiu um pedido de desculpas, afirmando que sempre foi crítico à reforma e que pediu ao Senado na época para corrigir seus "equívocos impressionantes".
Trajetória de Alianças e Rupturas
A vida pública de Paulinho da Força é marcada pelo pragmatismo e por alianças com governos de diferentes espectros ideológicos. Sua trajetória inclui momentos de aproximação e distanciamento com quase todos os presidentes desde a redemocratização.
Governos FHC e primeiro governo Lula: Manteve uma postura de negociação, ora apoiando pautas, ora fazendo oposição.
Governo Dilma Rousseff: Tornou-se um crítico contundente e foi um dos articuladores do processo de impeachment da ex-presidente.
Governo Michel Temer: Foi um importante aliado do governo, dando suporte a pautas econômicas, apesar das críticas pontuais à versão final da reforma trabalhista.
Governo Jair Bolsonaro: Embora não tenha integrado formalmente a base governista, manteve um canal de diálogo com o governo.
Terceiro governo Lula: Apoiou a candidatura de Lula em 2022, mas a aliança se desfez ao longo de 2026 devido à falta de espaço no governo e divergências políticas, culminando no rompimento definitivo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.