PT aposta em Lula como símbolo da democracia e convoca militância
Em convenção nacional, dirigentes apresentam a reeleição como uma escolha entre projetos de país, defendem a reconstrução promovida pelo governo e conclamam a militância a liderar a mobilização eleitoral
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A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que oficializou neste domingo (2/8) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, foi marcada por discursos que buscaram transformar a disputa de 2026 em um embate entre modelos de país. O presidente da legenda, Edinho Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defenderam o legado do governo, destacaram a importância da unidade da base aliada e convocaram a militância para assumir protagonismo na campanha eleitoral.
Primeiro a discursar, Edinho afirmou que a eleição ultrapassa a disputa pelo comando do Palácio do Planalto e terá reflexos para a democracia brasileira e para o cenário internacional. Segundo ele, o eleitorado será chamado a decidir entre "o Brasil da soberania, da inclusão e da democracia" e um projeto que associou ao autoritarismo, ao negacionismo e à intolerância. O dirigente também ressaltou que o resultado das urnas influenciará os rumos da América Latina e servirá de referência para outros países.
Ao apresentar as prioridades de uma eventual continuidade do governo, Edinho citou o fortalecimento das políticas sociais, o enfrentamento da crise climática, os investimentos em ciência, tecnologia e educação, além da ampliação da oferta de creches e do combate aos desafios da segurança pública. Em sua fala, atribuiu ao presidente a recuperação da capacidade de investimento do Estado e afirmou que caberá à militância transformar esse legado em votos durante a campanha.
O presidente do PT também convocou dirigentes, movimentos sociais e centrais sindicais para intensificar a mobilização eleitoral. Segundo ele, a campanha será oficialmente lançada em 16 de agosto, em São Bernardo do Campo, local escolhido por simbolizar a trajetória política de Lula. Edinho classificou o ato como um "reencontro com a história" e afirmou que a organização partidária será decisiva para garantir a vitória da chapa formada por Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
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Na sequência, Fernando Haddad candidato ao governo de São Paulo centrou seu discurso na trajetória pessoal e política de Lula, destacando sua origem humilde e a permanência dos compromissos assumidos ao longo da carreira. O candidato afirmou que o presidente chega à disputa em um momento de instabilidade internacional, marcado por guerras e pelo avanço da extrema direita, e defendeu que a experiência política do petista é um diferencial para conduzir o país em meio ao cenário global. Também ressaltou a parceria com Geraldo Alckmin como expressão da união de forças políticas em defesa da democracia.
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Haddad ainda fez um balanço das ações econômicas do governo, destacando a recomposição dos recursos para saúde e educação, a retomada do crescimento, a redução do desemprego e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Sem citar diretamente adversários, criticou a disseminação de desinformação durante a campanha e afirmou que a principal missão da base governista nos próximos meses será apresentar à população os resultados da atual gestão e defender a continuidade do projeto liderado por Lula.