SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A defesa de Jair Bolsonaro (PL) disse ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que não autorizou o uso de sua imagem em um vídeo do ex-presidente feito por inteligência artificial e exibido na convenção eleitoral de seu partido, feita no último sábado (25/7).
De acordo com os advogados, o ex-presidente nem sequer teria meios para dar tal autorização ao filho e senador Flávio Bolsonaro (PL).
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"Aliás, sequer poderia fazê-lo. Conforme expressamente determinado por este Juízo na decisão de 17.07.2026, o Peticionário encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de 30 (trinta) dias, enquanto seu filho Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de 90 (noventa) dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material."
O tema do vídeo de Bolsonaro na convenção também está sob análise no TSE. Após sorteio, o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, tornou-se o relator da ação, cabendo a ele a decisão inicial sobre a regularidade da conduta. O ministro poderá enviar automaticamente a decisão ao plenário para validação, ou fazê-lo apenas se houver apresentação de recurso.
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Advogados da campanha de Flávio Bolsonaro defenderam perante a corte eleitoral o uso do material sob o argumento de que a gravação não pretendeu enganar o público ou espalhar conteúdo falso.
