O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), assumiu oficialmente nessa quinta-feira (23/7) o comando da federação União/PP no estado, afastando boatos de que a presidência do bloco partidário em Minas seria entregue ao ex-secretário da Casa Civil, Marcelo Aro (PP), pré-candidato ao Senado.

Em postagem nas redes sociais nesta sexta-feira (24/07), Damião exibiu o registro na Justiça Eleitoral de sua designação para comandar a federação em Minas, no período de 23 de julho a 31 de dezembro de 2029. 

“Assumir a presidência da Federação União/Progressistas em nível estadual não é apenas motivo de honra pessoal. É assumir, com cada mineira e cada mineiro, um compromisso responsável de luta por um país mais desenvolvido, mais fraterno e, principalmente, mais humano. Agradeço às direções nacionais da nossa federação, em especial a Antônio Rueda (presidente nacional do União Brasil), assegurando a todos que terão aqui um companheiro de muita luta e coragem. Porque, como diria Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é coragem”, disse o prefeito em texto publicado nas redes sociais, no qual não faz menção ao destino da federação no estado.

Damião resiste em apoiar a candidatura do governador Mateus Simões (PSD), que afirma ter o compromisso da federação com sua candidatura. O prefeito tem feito reiteradas críticas ao tratamento dispensado pelo governo de Minas à capital e vem se aproximando, cada vez mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A aposta é que a federação, agora sob o comando oficial de Damião, adote uma postura de neutralidade na disputa pelo governo de Minas no primeiro turno das eleições. O prefeito, no entanto, deve apoiar a reeleição de Lula. 

Além disso, as desavenças envolvendo a candidatura de Aro ao Senado, principal fiador do apoio da federação a Simões no estado, têm tornado essa possibilidade cada vez mais distante. Aro não aceita dividir a chapa das duas vagas ao Senado com Carlos Viana, que se filiou recentemente ao PSD para disputar mais um mandato na Câmara Alta. Ele tem afirmado que, caso Viana seja candidato ao Senado na chapa de Simões, não contará com o apoio da federação União/PP. 

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No entanto, a avaliação é de que esse apoio não virá nem mesmo se a candidatura de Viana for descartada pelo PSD. A tendência é que o prefeito opte pela neutralidade, liberando os integrantes da legenda para apoiarem os candidatos de sua preferência.

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