O Partido dos Trabalhadores vai anunciar nesta segunda-feira (20/7) a candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas. Depois de idas e vindas sobre quem seria o candidato da legenda no segundo maior colégio eleitoral do país, o partido vai bater o martelo em uma reunião das bancadas estadual e federal convocada pelo comando da legenda para esta segunda-feira (20/07), data em que legalmente começam as convenções partidárias para a definição das chapas que vão disputar as eleições deste ano.


Os 23 parlamentares da legenda, incluindo Patrus, vão se reunir em um hotel na região centro-sul e na sequência será dada uma entrevista coletiva formalizando o nome do deputado, que já foi prefeito de Belo Horizonte. O nome do vice-governador ainda não está definido, mas nos bastidores é tido como praticamente certo que a composição deverá ser feita com o PSB, que deve indicar o ex-procurador-geral do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares. 

Patrus se reuniu ontem à noite com Lula para acertar o lançamento de seu nome. Antes de escolher Patrus, o partido tentou convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSB) a participar da disputa, mas ele não aceitou concorrer e anunciou que vai deixar a vida pública. Tentou também lançar a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), mas ela não aceitou e vai disputar o Senado. Também chegou a cogitar o lançamento da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, recém-filiada à legenda, mas acabou fechando questão em torno do ex-prefeito. 

Foi ainda discutida a possibilidade de uma composição com o ex-vereador de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), mas  o nome dele sofreu resistência interna de parte da legenda e também foi visto como um empecilho para um provável apoio do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Gabriel, nas eleições municipais passadas, foi candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, terminando a disputa em quarto lugar, e deve novamente participar da disputa. 

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Outra aliança que o partido tentou construir foi com o PDT que vai lançar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, mas houve resistência por parte do próprio candidato, além de ruídos na negociação com o comando nacional, que inviabilizaram a aliança.  

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