Após mudar o domicílio eleitoral para Minas Gerais na tentativa de voltar à Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos) teve conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) em que reclama do povo mineiro.
Ex-presidente da Câmara, ele é alvo de investigação da PF sobre suposta indicação irregular de emendas parlamentares. Nesse contexto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões de Cunha.
O ex-deputado foi cassado em 2016 e está sem mandato desde então, mas, segundo a PF, atuou na destinação de pelo menos 21 emendas do orçamento secreto a municípios mineiros.
Em um diálogo com a servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca” e apontada como responsável por operacionalizar as indicações de Cunha, ele reclamou de “enrolação” do povo mineiro.
"Desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício, etc. É mais fácil trocar", escreveu Cunha, conforme o relatório da PF.
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Eduardo Cunha em Minas
Nascido no Rio de Janeiro, ele construiu toda a carreira política no estado, tendo sido eleito quatro vezes como deputado federal e uma para o Legislativo estadual.
Entretanto, Cunha mora em Belo Horizonte desde o ano passado, quando começou a costurar a candidatura. Em janeiro, ele explicou que o principal motivo para escolher Minas é o histórico do estado como termômetro nas eleições do país. Desde a redemocratização, o candidato à Presidência que vence em terras mineiras é eleito.
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“Síntese do Brasil” foi como o ex-deputado se referiu a Minas Gerais. Ainda pontuou que o estado é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.
