O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a conversão da prisão preventiva do pastor Márcio Poncio para o regime domiciliar. A medida substitui o encarceramento pelo monitoramento eletrônico e uma série de restrições rigorosas.

A decisão foi fundamentada no estado de saúde do investigado, que enfrenta um quadro severo de retocolite ulcerativa. Devido à gravidade da doença, Poncio passou por cirurgias para a retirada do reto e do intestino grosso, demandando tratamento médico especializado e contínuo.

Moraes também mencionou a situação familiar do empresário ao assinar a soltura, citando a gravidez de alto risco enfrentada por sua esposa. Poncio é conhecido por liderar a Igreja da Nuvem e por ser pai da ex-deputada Sarah Poncio e do músico Saulo Poncio.

Investigação sobre propinas e jogo ilegal

A prisão do religioso ocorreu durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne. A ofensiva da Polícia Federal mira uma estrutura criminosa que utilizaria recursos oriundos do jogo do bicho e da máfia do cigarro para corromper agentes públicos.

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Além de Poncio, a operação teve como alvos o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho e o ex-parlamentar Rodrigo Bacellar. Os agentes localizaram o pastor em um flat na Barra da Tijuca, zona oeste carioca, no momento do cumprimento do mandado judicial.

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