O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se posicionou após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ter R$ 119 milhões em bens bloqueados em meio à acusação de desvio de emendas parlamentares.

Flávio, em post nesta sexta-feira (10/7), mostrou confiança de que o chefe do Partido Liberal “saberá dar todas as respostas aos pontos levantados”. Segundo a Polícia Federal, Valdemar, mesmo sem mandato desde 2013, atuou na destinação de emendas e pode ter sido o beneficiário final dos recursos.

“Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL”, defendeu Flávio.

O senador ainda apontou o caso como exemplo de suposto aparelhamento da PF pelo governo Lula (PT): “Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar”.

Valdemar Costa Neto

Nesta sexta, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a indisponibilidade de R$ 119.216.703,15 em ativos de Valdemar, em virtude das investigações da PF sobre um esquema de direcionamento ilícito de emendas parlamentares

Conforme a Polícia Federal, o presidente do PL contava com o apoio de servidores da Câmara dos Deputados para direcionar emendas de comissão conforme seus interesses pessoais e partidários.

Para conferir “ares de legalidade”, o grupo registrava falsamente deputados federais em exercício como “solicitantes” das indicações nos sistemas oficiais, escondendo que as ordens partiam de um não parlamentar. O período da prática delituosa compreende, segundo a hipótese criminal, o intervalo entre junho de 2024 e março de 2026.

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A PF identificou pelo menos 21 emendas parlamentares forjadas para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pará. De acordo com as investigações, mesmo sob o cenário mais conservador dos desvios, pelo menos R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente liquidados e pagos.

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