Paulo Figueiredo, neto do último presidente do regime militar, João Baptista Figueiredo, tornou-se uma das vozes mais proeminentes da direita bolsonarista, mas sua trajetória recente é marcada por graves acusações na Justiça. Atualmente foragido, ele teve a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e continua a atuar como influenciador a partir dos Estados Unidos, onde mora em Miami.
Trajetória empresarial e na mídia
Formado em economia, Paulo Figueiredo atuou no setor de hotelaria de luxo e foi sócio na construção do Trump Hotel no Rio de Janeiro. Em 2019, chegou a ser preso em Miami durante a Operação Circus Maximus, suspeito de integrar um esquema de propinas relacionado ao empreendimento. Ele responde até hoje, como réu, a acusações de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa nos Estados Unidos ligadas a esse caso em dezembro de 2024, a CVM já havia aplicado a ele uma multa de R$ 102 milhões, e a empresa responsável pelo hotel teve a falência decretada em junho de 2026.
Após se mudar para os Estados Unidos, iniciou sua carreira como comentarista político, sendo contratado pela Jovem Pan em 2020, de onde foi demitido no início de 2023 em meio a investigações sobre a disseminação de desinformação.
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Influência e polêmicas no bolsonarismo
Com um discurso alinhado ao bolsonarismo radical, Figueiredo construiu uma base de seguidores engajados nas redes sociais, onde critica o que chama de "sistema" e defende pautas conservadoras. Embora seja um defensor de Jair Bolsonaro, sua atuação gera atritos no campo da direita. Em junho de 2026, ele protagonizou uma polêmica ao fazer declarações consideradas misóginas — afirmando que mulheres "votam estatisticamente muito mal" e ao criticar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o que provocou um repúdio público do senador Flávio Bolsonaro.
Já em julho de 2026, voltou a se atritar com o senador, chamando de "vagabundagem" a divulgação da participação de Flávio em audiência sobre o tarifaço nos Estados Unidos.
Foragido da Justiça e investigações
A situação jurídica de Paulo Figueiredo se agravou consideravelmente. Em fevereiro de 2025, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado e por propagar desinformação golpista. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou sua prisão preventiva e o cancelamento de seu passaporte, tornando-o oficialmente um foragido da Justiça brasileira; a denúncia ainda aguarda análise da Primeira Turma do STF, que deve julgar se ele se torna réu ainda em 2026.
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Residente nos EUA, Figueiredo tem articulado, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ações em Washington para pressionar e criticar autoridades do Brasil, especialmente o STF — os dois também respondem juntos a uma segunda denúncia da PGR, por coação no curso do processo.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
