Pré-candidatos de diferentes estados se uniram em um movimento para eleger uma ‘Bancada da Esquerda Radical’ na Câmara dos Deputados em outubro. O grupo conta com deputados federais já consagrados, como Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Glauber Braga (Psol-RJ), mas busca também potencializar a campanha de nomes em ascensão no campo progressista.

O historiador e influenciador Jones Manoel, que acumula quase 2 milhões de seguidores no Instagram, é um dos integrantes da bancada. Militante do PCBR, ele nunca ocupou cargo político e fez “filiação democrática” ao Psol para disputar uma vaga na Câmara por Pernambuco.

Outro nome forte nas redes sociais é o do deputado estadual paranaense Renato Freitas (PT). Ele tem quase 1 milhão de seguidores no Instagram e enfrenta pedido de cassação por trocar socos com um homem nas ruas de Curitiba, em novembro. Ele alega que apenas se defendeu.

Pré-candidatos da ‘Bancada da Esquerda Radical’

  • Sâmia Bomfim (Psol-SP), deputada federal;
  • Glauber Braga (Psol-RJ), deputado federal;
  • Fernanda Melchionna (Psol-RS), deputada federal;
  • Fábio Félix (Psol-DF), deputado distrital;
  • Renato Freitas (PT-PR), deputado estadual;
  • Vivi Reis (Psol-PA), vereadora de Belém;
  • Jones Manoel (Psol-PE), influenciador e historiador.

O grupo lançou um anúncio em que diz defender um projeto “comprometido com a revolução e o socialismo”, além de fazer frente à extrema direita.

“Para derrotar o neofascismo e a angústia popular que ele utiliza como arma, não será com o recuo, conciliação ou subordinação: é preciso que a esquerda retome a ofensiva. A unidade de quadros que se postulam como esquerda radical é fundamental para ganharmos força de enfrentamento, para que o povo que busca uma saída à esquerda encontre representatividade e combatividade nos postos avançados da luta”, diz o manifesto.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

No site bancadaesquerdaradical.com.br eles se apresentam individualmente e detalham o que pretendem defender. Em uma lista de 10 “principais lutas”, aparecem propostas como “acabar com a autonomia do Banco Central”, “reestatizar setores estratégicos” e “reduzir a carga tributária paga pelos mais pobres e tributar a renda e a riqueza dos mais ricos nos padrões internacionais”.

compartilhe