Ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) criticou a atuação do governo Lula (PT) e afirmou que as facções criminosas atuam como “multinacionais” brasileiras. A afirmação foi feita após encontro com lideranças do PSD na cidade de Lages, em Santa Catarina, no sábado (6/6).
Para o presidenciável, a imposição do novo tarifaço pelos Estados Unidos evidencia uma falta de “autoridade moral para governar o país”, em meio à expansão dos grupos criminosos.
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“No momento que você deixa as facções criminosas se transformarem nas maiores multinacionais, hoje, no mundo, você cria condicionantes para receber punições não só dos Estados Unidos, mas hoje a Europa também já avalia restrições, comprometendo o nosso mercado de exportação por esse avanço danoso, onde a presidência da República joga a credibilidade do Brasil na sarjeta”, declarou.
Ainda segundo o ex-chefe do Executivo goiano, parte dessa penalização se faz em decorrência de “omissão do presidente”.
Caiado se desvencilhou de um questionamento da imprensa se ele acreditava que o tarifaço teria sido desencadeado pela movimentação recente do senador e também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos, que precedeu a definição dos EUA sobre facções criminosas como grupos terroristas, mas garantiu que não concorda com a medida estadunidense, que é aplicada pela segunda vez.
“O que eu tenho que dizer é que sou contra o tarifaço. Sempre fui, desde o primeiro ao segundo. A minha posição é contrária”, declarou.
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O primeiro deles, em 2025, o presidente norte-americano Donald Trump executou uma tarifa adicional de 40% ao Brasil, fazendo com que o imposto total chegasse a 50%. Hoje, a proposta é de 25% e se faz em decorrência a uma investigação sobre “práticas comerciais desleais”, que tem o Pix como alvo, e outra de 12,5%, em uma apuração sobre trabalho forçado. A decisão final para a implantação das novas tarifas deve acontecer em 15 de julho.
