"O protesto será pacífico." A afirmação é do enfermeiro Marcelo Saad, de 43 anos, presidente da torcida Força Atleticana Revolucionária (FAR), sobre a manifestação convocada para esta terça-feira (2/6), na Câmara Municipal de Belo Horizonte, contra a concessão do título de cidadão honorário ao senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo Saad, o ato foi organizado para expressar contrariedade à homenagem, sem a intenção de interferir na cerimônia. "Convocamos esse ato para nos manifestar contra o título de cidadão honorário ao Flávio Bolsonaro. É um ato pacífico, apenas para repudiar essa concessão. Queremos apenas manifestar nossa indignação", afirmou.

O presidente do grupo também questionou os critérios para a concessão da honraria. "O que o Flávio Bolsonaro fez por Belo Horizonte? Por que essa medalha para ele", questionou.

A segurança no entorno da Câmara foi reforçada para a ocasião. Apoiadores do senador se concentraram em frente à entrada principal do prédio, enquanto manifestantes contrários à homenagem ocuparam a entrada lateral, sem registro de confrontos até o início da cerimônia.

Na lateral da Câmara, onde se concentram os opositores, um caminhão de som da CUT-MG está estacionado, próximo a um grupo de vendedores ambulantes. Apesar da mobilização, o movimento ainda é pequeno no local.

Dentre as orientações divulgadas pelos organizadores do protesto estavam o uso de camisetas e cartazes, além da recomendação de manter a manifestação pacífica. "Nossa arma é nossa voz e nosso cartaz”, declarou Saad, que também rejeitou associações do ato a grupos criminosos.

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi uma das primeiras autoridades a chegar à Câmara Municipal. Ele foi recebido por manifestantes com gritos de "fascistas" ao se aproximar do local.

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