Críticas ao PT e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), chamados de "intocáveis" pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência da República, deram o tom do encontro regional do Novo, em BH, neste sábado (16/5).

Durante o evento, o partido vendia camisetas estampadas com a frase "O PT quebrou Minas Gerais", referência ao ex-governador do estado Fernando Pimentel, durante o período de 2015 a 2018. Um painel gigante também estampava uma foto do ex-governador com a frase: "Estou com Zema contra os intocáveis".

A legenda também colocou à venda outra camiseta com uma frase que Zema tem usado recorrentemente para criticar o presidente Lula: "No Brasil não falta dinheiro, sobra ladrão". As camisetas são vendidas a R$ 60.

Os discursos dos filiados também seguiram a mesma linha que vem sendo adotada por Zema com ataques ao STF.

O partido aproveitou ainda o encontro para arrecadar recursos para a campanha de Zema entre os filiados e simpatizantes. Desde essa sexta-feira (15/5), a doação de eleitores para as campanhas já é permitida pela legislação eleitoral.

Zema ainda não chegou ao encontro que vai contar também com a presença do governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, e o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro.

STF

Nessa sexta, Zema foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob acusação de calúnia contra o ministro do STF, Gilmar Mendes. O caso, relatado pelo ministro Herman Benjamin, baseia-se no uso de vídeos, intitulados "Os intocáveis", feitos com inteligência artificial, que retratavam ministros como fantoches.

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A PGR alega que Zema extrapolou a liberdade de expressão ao imputar falsamente crimes de corrupção a Gilmar Mendes em relação ao caso Banco Master.

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