Como forma de ironizar a proposta de fim da escala 6x1, o deputado federal Mauricio Marcon (PL-SC) disse que vai propor um projeto de lei (PL) para instituir o salário mínimo a R$ 100 mil, com reajuste anual de 50%.

“Afinal, segundo a própria Erika Hilton e membros do PT, empresários ganham bilhões. Por que não dividir isso com os trabalhadores?”, ironizou o parlamentar. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.

Marcon criticou a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), principal defensora da pauta do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional. Para ele, a medida geraria um impacto profundamente negativo na economia do país.

“Vai acontecer aumento nos preços das coisas, diminuição do poder de compra… Se você quiser trabalhar 6 dias para sustentar sua família, no sexto vai ter que fazer um bico, ir para a informalidade. E isso obviamente vai causar desemprego, um monte de problemas”, argumentou.

O gaúcho chamou a Câmara dos Deputados de “circo” por debater a redução da jornada: “Se é para viver em um mundo de mágica, eu quero ser um mágico também”.

“Sim, é uma loucura - assim como mentir para os trabalhadores que eles vão ganhar a mesma coisa trabalhando menos. Se é para mentir, vamos entrar no jogo”, completou.

Para Marcon, a proposta de fim da escala 6x1 não passa de um movimento eleitoreiro.

Fim da escala 6x1

A proposta, que institui a escala 5x2 como regime mínimo de trabalho, sem redução salarial para trabalhadores da 6x1, avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e agora tramita em comissão especializada.

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O deputado Léo Prates (Republicanos-BA) foi designado relator e ele prevê a votação na comissão até o fim de maio. Caso aprovada, a proposta vai para votação em Plenário.

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