O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), chamou de “covardia” a defesa do trabalho infantil e atacou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) nas redes sociais, após declarações do pré-candidato sobre o tema.
Em publicação no X (antigo Twitter), nesse domingo (3/5), Zema reagiu às críticas e afirmou que começou a trabalhar ainda na infância. “Eu trabalhei desde pequeno acompanhando o meu pai. Com ele aprendi a ter disciplina e a me esforçar para vencer”, escreveu.
O ex-governador também atacou Boulos, questionando se a alternativa defendida pelo ministro seria a vulnerabilidade de jovens ao crime. “Boulos, pra você caminho bom pras nossas crianças é ser recrutado pelo Comando Vermelho?”, questionou.
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O ministro havia classificado como “covardia” a defesa do trabalho infantil e fez críticas pessoais ao ex-governador. “Defender o trabalho infantil é um ato de covardia. O cidadão que faz isso no Dia do Trabalhador vai além: dá sérios sinais de ser um psicopata. O nome dele é Romeu Zema”, escreveu.
Entenda a troca de farpas
A controvérsia teve início após declarações de Zema durante participação no podcast Inteligência Ltda, na sexta-feira (1º/5), quando o ex-governador lamentou restrições ao trabalho infantil no Brasil e comparou a legislação nacional à dos Estados Unidos. Na ocasião, afirmou que “criança sai entregando jornal” em outros países e sugeriu mudanças na legislação brasileira.
Diante da repercussão negativa, Zema voltou ao tema nas redes sociais no sábado (2/5), ao defender a ampliação de oportunidades para jovens a partir dos 14 anos, dentro do modelo de aprendizagem. Segundo ele, a legislação atual permite o trabalho nessa faixa etária, mas enfrenta entraves burocráticos que dificultariam sua aplicação prática.
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No Brasil, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, com exceção da condição de aprendiz, permitida a partir dos 14, desde que respeitadas regras específicas e sem prejuízo à frequência escolar.
