Augusto Cury defende ‘reforma profunda’ no STF e eleição para ministro
Pré-candidato propõe fim dos mandatos vitalícios e criação de mandatos de 8 anos, com maioria de magistrados de carreira entre os ministros
compartilhe
SIGA
O pré-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu uma “reforma profunda” no Supremo Tribunal Federal (STF) com mandatos de 8 anos, enquanto a Corte enfrenta crise e grande pressão.
Cury oficializou a entrada na disputa pelo Palácio do Planalto em evento no BeFly Hall, em Belo Horizonte, na noite dessa quarta-feira (6/5). Depois, em entrevista coletiva, respondeu sobre as propostas e disse que tem uma “posição muito clara” sobre o Supremo.
“Deve haver uma reforma profunda no STF. Tem de haver o fim da vitaliciedade e do mandato eterno. Oito anos para cada ministro da Suprema Corte. E 2/3 [dos ministros] deveriam ser magistrados de carreira. Dois ou três do Ministério Público e um advogado”, disse.
Leia Mais
Eleição para ministro do STF?
O psiquiatra afirmou que a escolha de ministros pode ser feita por indicação das classes, por meio de instituições como a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), mas também por eleição popular.
“Temos pensado em uma proposta. Por que não fazer um plebiscito para que a população possa eleger os mandatários da Suprema Corte?”, propôs.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Por fim, Cury defendeu que as próximas duas indicações para o STF devem ser de mulheres, lembrando que a ministra Cármen Lúcia tem que se aposentar até abril de 2029 e pode deixar a Corte integralmente masculina.