O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), sugeriu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal nome da oposição à Lula (PT) na disputa presidencial, vai acabar com o Pix se for eleito.

Em post no X (antigo Twitter), o parlamentar publicou uma foto que compara o ex-presidente Fernando Collor de Mello com Flávio.

A imagem mostra Collor em 1989, ano em que foi eleito, dizendo “Prometo não confiscar sua poupança” - frase nunca pronunciada pelo ex-presidente. Apesar de não anunciar previamente que adotaria a medida de bloquear as contas bancárias, ele também não prometeu que não o faria. A proposta, parte do "Plano Collor", gerou grande insatisfação e minou sua popularidade logo no início do mandato, em 1990.

Foto publicada por Pedro Rousseff. A promessa acima é falsamente atribuída a Collor

X/Reprodução

Flávio vai acabar com o Pix?

Abaixo, aparece Flávio com a frase “Prometo não acabar com o Pix”, em 2026. O senador negou rumores e notícias falsas de que iria encerrar o método de pagamento eletrônico em meio à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Pix.

Em vídeo nas redes sociais, o pré-candidato respondeu a especulação: “É lógico que é uma mentira, uma loucura sem pé nem cabeça. O Pix já é um patrimônio brasileiro”.

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Ainda afirmou que o Pix é um “legado” do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de o método ter sido lançado em 2020, durante o mandato dele, foi concebido durante o governo Michel Temer (MDB), mas é um projeto autônomo do Banco Central, sem relação direta com o Executivo.

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