INELEGIBILIDADE

Dallagnol ameaça processar Pedro Rousseff por fake news: 'Prepara o bolso'

Ex-procurador teve mandato de deputado federal cassado em 2023 e hoje é pré-candidato ao Senado pelo Paraná

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O ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo), pré-candidato ao Senado no Paraná, acusou o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) de mentir e o ameaçou de processo.

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Rousseff publicou no X (antigo Twitter) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a inelegibilidade de Dallagnol. O vereador não especificou, mas a decisão judicial se refere à candidatura do paranaense a deputado federal em 2022, que foi indeferida em 2023.

Ele ganhou a eleição, mas ficou menos de seis meses na Câmara. O TSE considerou que Dallagnol se licenciou do cargo de procurador no Paraná para evitar uma punição administrativa, que causa inelegibilidade de oito anos conforme a Lei de Inelegibilidade.

Deltan ameaça processar Rousseff

Por outro lado, o tribunal ainda não se pronunciou sobre a elegibilidade do paranaense para a eleição deste ano. É provável que a inelegibilidade se mantenha, mas o TSE anunciou que vai julgar o caso propriamente apenas após a formalização da candidatura.

Dallagnol fez referência ao sobrenome do vereador belo-horizontino, que é sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT): “Pelo sobrenome, não dava para esperar nada de você além de mentiras, incompetência e muita, muita burrice”.

O ex-procurador negou que o TSE tenha confirmado a inelegibilidade: “Isso é mentira pura e simples e mostra o tamanho do desespero de vocês com a minha pré-candidatura ao Senado”.

Ainda citou uma vitória recente em um processo na Justiça Eleitoral contra o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, que o chamou de “criminoso” e “inelegível”.

“O seu amiguinho filho de mensaleiro foi multado em R$ 15 mil essa semana pela Justiça Eleitoral por essa mesma mentira. Pode preparar o bolso e avisar o advogado, porque o próximo é você”, ameaçou Dallagnol.

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À reportagem do Estado de Minas, Pedro Rousseff respondeu: “Eu não discuto com condenado e inelegível. Pode chorar mais que tá pouco”.

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