O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) declarou, nesta sexta-feira (20/3), que a possibilidade de ser indicado como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma “página virada, e bem virada”. O político mineiro foi cotado como um dos nomes para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo, mas o escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o advogado-geral da União, Jorge Messias.
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Pacheco afirmou que respeita a decisão de Lula e disse que Messias é “muito qualificado”. Hoje, o senador é cortejado pelo presidente para ser seu palanque eleitoral em Minas Gerais nas eleições deste ano, onde sairia candidato ao cargo de governador.
Segundo Pacheco, a indefinição do momento se dá por um antigo desejo de sair da vida pública, o que está sendo ponderado após o convite para disputar o comando do estado.
“A questão do Supremo Tribunal Federal é uma página realmente virada, bem assimilada e bem conversada com o presidente Lula. É óbvio que seria muito honroso. Digo que uma indicação para o Supremo é algo pelo que não se trabalha e nem se faz campanha, mas também não se recusa”, disse.
“O Supremo Tribunal Federal é uma página virada e eu quero aqui enaltecer o respeito que eu tenho pela Suprema Corte, pelos ministros da Suprema Corte. E eu acho que é muito importante que todos os brasileiros tenham também esse respeito ao Supremo Tribunal Federal, mas no meu caso, para compô-lo, essa, efetivamente, é uma página virada. E bem virada”, declarou o senador.
Agenda
Pacheco acompanhou a visita de Lula ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de lideranças locais, como a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), e o vereador Pedro Rousseff (PT).
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A agenda foi marcada pelo anúncio da retomada de investimentos da Petrobras em Minas, com previsão de R$ 3,8 bilhões aplicados na Regap até 2030 e geração estimada de 8 mil empregos. No horizonte de dez anos, o volume pode chegar a R$ 9 bilhões, incluindo projetos voltados à ampliação da capacidade produtiva da refinaria e iniciativas ligadas à transição energética.
