O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou que está conversando com lideranças de partidos sobre a sua possível candidatura ao governo de Minas, mas ressaltou que o seu nome não é “indispensável”. A declaração de Pacheco foi dada em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (20/3), durante agenda com o presidente Lula (PT) - o petista afirmou reiteradas vezes que deseja ver o parlamentar na disputa pelo Executivo mineiro.
Pacheco disse que tem dialogado com os campos de esquerda e do centro para a formação das chapas que disputarão as eleições deste ano. E que ainda está ponderando se será candidato ou se deixará a vida pública.
O senador citou que tem ao seu lado “excelentes nomes” e que precisam ser avaliados pelas lideranças partidárias. Rodrigo Pacheco fez referência à prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que será lançada ao Senado, além do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), ambos pré-candidatos ao governo estadual, e do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB).
“A consequência de ter uma candidatura ainda precisa ter definições de cunho partidário, de cunho político, com aliados políticos. E eu vou conversar com todos eles. Mas o que eu quero dizer é que não há necessariamente a imprescindibilidade do meu nome. Não é um nome indispensável. Há alternativas no estado que precisam ser consideradas, até porque nós temos diversas posições, de vice-governador, de Senado da república, que precisam, então, ser objeto de um diálogo político, que é o que nós mais sabemos fazer em Minas”, afirmou.
Outro impasse que precisará ser resolvido por Pacheco em sua eventual candidatura é o partido ao qual se filiará. Atualmente filiado ao PSD, o senador afirmou que há uma “tendência forte” para mudar de legenda, pois seu partido decidiu pela pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD). Entre as possibilidades de filiação estão o União Brasil e o MDB.
“Há uma tendência forte de eu não permanecer no PSD em razão da posição tomada pelo partido em Minas. Algo com o que eu não me alio e não me filio. Eu acho que Minas precisa ter uma mudança muito significativa para poder retomar os trilhos do desenvolvimento, do progresso e do crescimento”, disse.
Agenda
Pacheco acompanhou a visita de Lula ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de lideranças locais, como a prefeita Marília Campos (PT), o prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), e o vereador Pedro Rousseff (PT).
A agenda foi marcada pelo anúncio da retomada de investimentos da Petrobras em Minas, com previsão de R$ 3,8 bilhões aplicados na Regap até 2030, e geração estimada de 8 mil empregos. No horizonte de dez anos, o volume pode chegar a R$ 9 bilhões, incluindo projetos voltados à ampliação da capacidade produtiva da refinaria e iniciativas ligadas à transição energética.
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A presença de Pacheco no evento ocorre em meio ao aumento das articulações políticas no estado e à tentativa do Palácio do Planalto de fortalecer aliados para a disputa pelo governo mineiro em 2026.
