Pré-candidato ao Senado, o secretário de Governo Marcelo Aro fez uma crítica aos “políticos tiktokers” durante entrevista ao Estado de Minas, nessa terça-feira (11/3). Ele alertou para a necessidade de “habilidade política” no Legislativo.
Entre os motivos que o fazem querer ser senador, Aro pontuou que deseja “equalizar os poderes” no país, em crítica à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). “Hoje o Poder Judiciário está fazendo as vezes do Legislativo e do Executivo. Eles denunciam, investigam e julgam. Julgam de maneira completamente oposta ao que está ali na Constituição Federal”.
O Senado Federal é a única instituição capaz de abrir processos de impeachment contra ministros do STF. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, acusados de envolvimento no Caso Master, têm sido alvos de diferentes pedidos na Casa, mas o presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não deu andamento a nenhum.
Leia Mais
'TikTok'
“Aqueles que deveriam ser guardiões da Constituição Federal estão rasgando a Constituição. Eu quero, não de maneira estridente, não com vídeo no TikTok, mas com debate sério, falar o seguinte: 'alto lá, Poder Judiciário. Cumpram a função de vocês no Estado Democrático de Direito'”, disse Aro.
Ele relembrou o retrospecto na vida política: foi vereador de Belo Horizonte, deputado federal por dois mandatos e hoje é secretário no governo Romeu Zema (Novo).
“Você precisa ter habilidade política para falar sobre, por exemplo, impeachment de ministro, né? Você não vai convencer ninguém fazendo vídeo de TikTok. Você tem que ter habilidade. Eu acho que ninguém duvida da minha habilidade política”, disparou Aro.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Aro explicou que é importante os políticos usarem as redes sociais para se comunicarem, mas não devem se pautar por elas. "Infelizmente, muitos parlamentares para definir um voto, antes consultam as redes sociais. 'Deixa eu ver qual é o clima da minha rede, se eles vão gostar ou não'. E aí toma uma decisão. Isso está errado. A política não é isso".
