Na manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, nesse domingo (1º/3), chamou a atenção a forma com que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, usou tom mais moderado ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal (STF).

O ato, puxado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), tinha como alvos, além do presidente Lula (PT), os ministros do Supremo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A fala de Flávio, entretanto, sequer citou nominalmente os magistrados.

Ao longo de 17 minutos, o senador evitou menções diretas ao STF – falou genericamente em “perseguição” e focou em exaltar feitos do governo Jair Bolsonaro e criticar o atual presidente.

Morde e assopra

No único momento em que mencionou diretamente a Corte, Flávio “mordeu e assoprou”. Reforçou a prioridade de construir maioria no Senado Federal para poder abrir processos de impeachment contra ministros, mas valorizou o STF como instituição.

“Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal. Mas o povo brasileiro vai ter oportunidade de escolher candidatos comprometidos com o resgate da nossa democracia. O nosso alvo nunca foi o Supremo. Sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia. Mas estão destruindo a democracia a pretexto de defendê-la para atingir Bolsonaro”, disse.

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A moderação é entendida como uma postura estratégica para agradar o eleitorado mais ao centro. Antes da pré-candidatura, Flávio protagonizou críticas contundentes ao STF, como quando chamou o ministro Alexandre de Moraes de “psicopata”.

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