Damião nega apoio definido do União a Simões: ‘Conversando com todo mundo'
Prefeito confirmou apoio a Marcelo Aro ao Senado, mas negou definição nas articulações para a disputa do governo de Minas
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O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), negou que seu partido tenha definido o posicionamento nas eleições de Minas Gerais, em entrevista ao Estado de Minas nesta sexta-feira (13/3).
Aliados do vice-governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato ao Palácio Tiradentes, garantem que o apoio da federação União-PP está selado. Nesta semana, durante participação no programa Estado de Minas Entrevista, o secretário de Governo Marcelo Aro (PP) disse que tem a palavra dos presidentes de ambos os partidos garantindo estar ao lado de Simões.
Questionado se vai endossar o apoio, Damião respondeu: “Não é ‘eu vou’, ou ‘eu não vou’ [apoiar Simões]. Quem define isso é o presidente [do União, Antonio] Rueda. É ele que define. A gente está conversando com todo mundo, né? Vamos esperar, eleição todo ano é a mesma coisa”.
Mesmo diante da garantia ao entorno de Simões, ainda existe a possibilidade da federação União-PP entrar na coligação para apoiar Rodrigo Pacheco (PSD), nome preferido de Lula (PT) para a disputa do governo em Minas, mas que ainda não se anunciou como pré-candidato. Até mesmo um apoio ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas eleitorais, é cogitado na federação.
O prefeito de BH se colocou como “a pessoa do União Brasil em Minas Gerais” e destacou que não será candidato nas eleições deste ano. “A gente vai conversar com todo mundo e ver o que é melhor para Belo Horizonte. O que for melhor para Belo Horizonte, assim será definido”.
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Damião e Aro
Pré-candidato ao Senado, Marcelo Aro também revelou ao EM que será apoiado por Damião na disputa: “Eu não negociei absolutamente nada com Álvaro Damião em relação ao apoio para senador. Toda a nossa conversa sempre foi pensando em Belo Horizonte. E aí, para minha surpresa, em um dia recente agora. Nós estávamos jantando e o Álvaro falou assim: ‘Você vai ser meu candidato a senador, vou te apoiar’”.
Nesta sexta, o prefeito confirmou o acordo e disse que ele está vinculado a uma questão pessoal, e não política, novamente indicando indefinição quanto ao apoio ao governo.
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“Marcelo Aro é um amigo, eu já tenho uma parceria com ele, mas não é partidária. A parceria que eu tenho é com o Marcelo Aro. E as estruturas que estão sendo montadas para poder participar ou não de uma eleição, a gente tem que aguardar. Tem muita água para passar debaixo dessa ponte ainda”, completou.