Vereador de BH denuncia Flávio Bolsonaro ao PGR por campanha antecipada
Pedro Rousseff (PT) protocolou representação na Procuradoria-Geral Eleitoral; documento cita discursos em São Paulo que pregam eleição do senador à Presidência
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O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT) protocolou representação na Procuradoria-Geral Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, por acusação de propaganda eleitoral antecipada durante o ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (1º/3).
O sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) pediu que seja aberta investigação, citando discursos da manifestação que abordaram explicitamente a expectativa de eleger Flávio.
“Essas falas não se limitam à exaltação pessoal permitida ao pré-candidato, mas estabelecem vínculo direto e inequívoco entre o nome do representado e o cargo de Presidente da República, projetando expectativas de vitória, convocando apoio político e estimulando adesão pública à sua pré-campanha”, argumentou Rousseff, no documento enviado a Paulo Gonet, procurador-geral da República e, consequentemente, procurador-geral Eleitoral.
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Propaganda antecipada?
A representação cita, por exemplo, uma fala do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB): “O time está escalado, o Flávio está escolhido e nós vamos com tudo para poder resgatar o nosso país. (...) Agora é entrar em campo para ganhar de lavada”.
“Tais manifestações ultrapassam os limites legais da pré-candidatura e subsumem-se, em tese, às hipóteses de propaganda eleitoral antecipada vedada”, escreveu o vereador.
Ainda é mencionado um trecho do discurso de Flávio, em que ele afirmou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai “subir a rampa do Planalto” em janeiro de 2027.
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“O bolsonarismo tem um grave problema em cumprir a lei; seja ela a Constituição ou a legislação eleitoral. Flávio e seus comparsas precisam saber que aqui não é a casa da mãe Joana”, afirmou Pedro Rousseff.