Após ser alvo de críticas por suposta ligação com um resort no Paraná, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que magistrados possam ser empresários.

Toffoli convive com grande pressão política após a imprensa noticiar que seus irmãos transferiram participação milionária no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master, alvo de investigações por fraudes.

Nessa quarta-feira (4/2) o ministro declarou: “Se ele [magistrado] tem um pai ou mãe acionista de uma empresa, dono de uma empresa ou de fazenda? Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas, e eles, não exercendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”.

A fala foi durante sessão plenária do STF que analisa as regras do Conselho Nacional de Justiça sobre o uso de redes sociais por magistrados.

Alexandre de Moraes

Antes, o ministro Alexandre de Moraes deu outra declaração que repercutiu nas redes sociais: “O magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E todos os magistrados, inclusive os desta Suprema Corte, não julga nunca nenhum caso em que se tem ligação”.

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Moraes também tem sido alvo de críticas após ser revelado um contrato do escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci, com Banco Master, no valor de R$ 129 milhões.

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