Uma mudança no União Brasil em Minas Gerais pode garantir a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao governo de Minas pela legenda e ainda retirar apoios do vice-governador Mateus Simões (PSD), que vai disputar a sucessão do governador Romeu Zema (Novo).
O comando do União Brasil no estado deve passar para as mãos do deputado federal Rodrigo de Castro (União), aliado de Pacheco, articulador da mudança que vai destituir da presidência da legenda o deputado federal Marcelo Freitas, próximo a Simões. A mudança conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente nacional do União Brasil, Carlos Rueda. Freitas pode ir para o PL.
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A tendência é que o União Brasil não tenha candidato à Presidência da República e libere os diretórios nos estados para formar suas alianças. Uma sinalização nesse sentido foi dada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil na semana passada e se filiou ao PSD. Caiado é pré-candidato ao governo federal.
Pacheco está de malas prontas para o União Brasil depois de ter sido praticamente expulso do PSD, que filiou Simões, alijando o senador dentro de seu próprio partido. Uma das condições de Pacheco para ir para o União Brasil é que o comando da legenda seja passado para um aliado seu.
Uma reunião entre Lula e Pacheco deve acontecer nos próximos dias para debater a viabilidade da candidatura do senador, que busca um palanque forte no estado para se aventurar na disputa.
O vice-governador deixou o Novo, partido que ajudou a fundar, para garantir mais tempo no horário eleitoral gratuito, recursos para campanha e capilaridade no estado. Simões contava com o apoio do União Brasil e também do PP, já que as duas legendas estão em vias de formar uma federação. Em entrevista ao Estado de Minas ontem (3/2), Simões garantiu ter o apoio das duas legendas.
A ida de Simões para o PSD foi articulada pelo presidente do partido no estado, deputado estadual Cássio Soares, e pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
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A mudança na presidência do União Brasil também pode afetar os planos do secretário da Casa Civil de Zema, Marcelo Aro (PP), que pretende disputar o Senado em uma aliança com Simões.
