SUPREMO

Ministros do STF desistem de ir em evento com advogado do Master

Também compõe uma mesa no evento um ex-sócio do resort Tayayá, do qual o ministro Dias Toffoli foi sócio

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Luiz Fux desistiram de ir a um congresso jurídico na Espanha que terá a participação de um dos integrantes de uma banca de advocacia que defende Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também compõe uma mesa no evento um ex-sócio do resort Tayayá, do qual o ministro Dias Toffoli foi sócio.

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Mendonça desistiu de ir ao evento após ter sido sorteado relator das investigações relacionadas ao Master. A decisão, segundo o ministro disse a interlocutores, foi tomada por prudência. Fux também cancelou sua participação.

O evento, chamado 2º Congresso Ibero-Brasileiro de Governança Global, acontecerá entre os dias 23 e 25 de fevereiro em Salamanca, na Espanha.

No primeiro dia do congresso, uma mesa sobre crime organizado e segurança pública será presidida por Igor Tamasauskas, do escritório Bottini & Tamasauskas, que defende Vorcaro e o empresário Alberto Leite, do grupo FS.

Também no primeiro dia, Leite estará em uma mesa sobre democracia, eleições e soberania digital. Ele é amigo de Toffoli e foi sócio do Tayayá por cinco meses, logo depois que a família do ministro vendeu sua participação no hotel.

As desistências de Mendonça e Fux foram noticiadas inicialmente pelo jornal O Globo e confirmadas pela Folha de S.Paulo.

O evento na Espanha terá a presença de dois ministros aposentados do STF, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso.

Também prevê a participação de cinco integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ): Teodoro Silva Santos, Ricardo Villas Bôas Cueva, Joel Ilan Paciornik, Benedito Gonçalves e Afrânio Vilela. Outro representante de tribunal superior é Alexandre Ramos, do Tribunal Superior do Trabalho.

A amizade de Toffoli e Leite é pública desde que o ministro assistiu à final da Champions League de 2024, realizada no estádio Wembley, em Londres, em um camarote do empresário, como revelou o jornal O Globo na ocasião. O STF pagou R$ 39 mil para que ele fosse acompanhado por seguranças.

Leite esteve no Tayayá no fim do ano passado para encontrar Toffoli. Um avião em nome da RNZ Holding, de propriedade do empresário, chegou em 28 de dezembro ao aeroporto de Ourinhos, o mais próximo do resort, e foi embora no dia seguinte. Toffoli estava no resort na data, como mostra o registro de diárias dos seguranças do ministro.

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O empresário já reconheceu à Folha que é amigo de Toffoli, mas aponta que não há negócios com a família do ministro. "Ressalte-se, desta forma, que nem Alberto Leite nem quaisquer de suas empresas possuíram ou possuem vínculos societários ou relações comerciais com o ministro Dias Toffoli ou com seus familiares", afirmou a equipe de Leite.

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