"SIMPLES DEPUTADO"

Nikolas rebate padre que negou Eucaristia a apoiadores: "Militante"

Padre de igreja do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, afirmou que pessoas que apoiam o deputado federal não merecem a Eucaristia

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a homilia de um padre que viralizou nas redes sociais por criticar o voto do político contra o Gás do Povo e negar a Eucaristia aos apoiadores dele. No Instagram, Nikolas classificou a fala como uma heresia e justificou que o programa é um “cabresto” em ano eleitoral.

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No vídeo, que conta com um trecho de poucos segundos de uma homilia, um padre que ministrava uma celebração de missa na Capela São Sebastião, em Pingo D’Água (MG), na Região do Vale do Rio Doce, criticava os apoiadores do deputado federal e afirmava que, caso houvesse algum deles na igreja, que poderia se retirar.

“Tem gente católico concordando com o Nikolas. Vou falar mais uma coisa grave: se você concorda com o Nikolas, que não quer que ‘dá’ o botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a Eucaristia”, afirmou o padre. 

A iniciativa do governo federal substitui o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada direta de botijões nos revendedores credenciados e é voltada a famílias de baixa renda. Aprovada por 415 deputados federais, 29 votaram contra. Nikolas foi um dos três deputados mineiros que votaram contra, cuja lista inclui também Eros Biondini (PL) e Junio Amaral (PL).

O deputado belo-horizontino questionou o motivo de “um simples deputado federal” incomodar tanto religiosos que possam criticá-lo em um momento do culto, uma vez que o que ele fez foi, na visão dele, dentro do Cristianismo. Para ele, o padre ter condicionado a Eucaristia ao apoio de Nikolas ou não é “bizarro”, uma vez que a Eucaristia é o maior sacramento da Igreja Católica.

“Eu ter votado contra um projeto populista para poder colocar cabresto em cima das pessoas, a gente sabe que o governo de esquerda faz isso há 20 anos, dando migalhas para o povo para depois ter o voto deles. Não se trata de caridade como a igreja faz, se trata de literalmente assistencialismo para poder escravizar aquela pessoa”, afirmou.

Na publicação, Nikolas também disse que o voto contra o programa federal causa mais indignação do que “a esquerda militar em prol de matar uma criança no ventre, que é o aborto, os escândalos do INSS ou do Banco Master”. Para ele, essa é uma “guerra espiritual”.

Nos comentários, apoiadores e políticos de outras regiões do país concordaram com as falas de Nikolas. O deputado federal André Fernandes (PL-CE), por exemplo, classificou a fala do padre como “diabólica” e considerou Nikolas “futuro presidente”, enquanto a deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que já sofreu um ataque por padre e prestou solidariedade. Outros seguidores comentaram que Nikolas “é mais católico que o padre”. 

Padre “falso profeta”

Esta não foi a primeira vez neste ano que uma figura religiosa criticou a atuação do deputado federal. No final de janeiro, o padre Ferdinando Marcílio criticou a caminhada do deputado em direção a Brasília, que manifestava insatisfação com o governo Lula (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, o religioso considerou que é impossível ser cristão e ser a favor das armas. Para ele, uma arma só tem as finalidades de ferir e matar. Ele também criticou o mandato político do deputado federal: “Não adianta querer fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca teve nenhum projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira. Quer o poder. Acho que você entende o que eu estou dizendo”, discursou. 

Na homilia, o religioso ainda considerou a atitude “anti-Evangelho”: “Às vezes a gente escuta entre nós aqueles que batem palmas para estas atitudes. Horrível! Anti evangelho, anti cristão. E, por favor, se você está fazendo assim, não entre na fila da comunhão, não, viu? Porque eu não posso comungar a vida e estar a favor da morte”, disse.

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Como resposta, Nikolas chamou o padre de “falso profeta” e disse que foi criticado por “caminhar de forma pacífica”. Assim como na ocasião contra o padre de Pingo D’Água, o deputado criticou líderes que não falam sobre crime organizado, mas criticam o uso de armas e usam teologia “inclusiva”.

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