BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, minimizou suas conexões políticas durante depoimento à PF (Polícia Federal) realizado no fim de dezembro de 2025.
"Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo", disse.
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O questionamento foi feito no quadro da investigação pela PF sobre uma transação de R$ 12 bilhões de créditos fraudulentos entre o Banco Master e o BRB.
A tentativa ocorreu em meio as tratativas para o BRB comprar uma participação no Master.
Apesar de minimizar as conexões políticas, Vorcaro reconheceu que se encontrou com o governador do DF (Distrito Federal), Ibaneis Rocha (MDB), para discutir o assunto porque ele era o controlador indireto do BRB.
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), levantou nesta quinta-feira (29) o sigilo dos depoimentos prestados à PF pelos banqueiros Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), e do diretor de Fiscalização do BC (Banco Central), Ailton de Aquino. A decisão foi tomada atendendo a pedido do Banco Central.
Os depoimentos foram colhidos pela delegada da PF Janaína Palazzo antes da acareação entre os empresários, determinada pelo próprio Toffoli no âmbito da investigação sobre as fraudes financeiras.
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Durante a acareação, Costa e Vorcaro não concordaram sobre a origem dos créditos falsos, calculados em R$ 12,2 bilhões, que o Master repassou ao BRB.
