A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), avaliou em entrevista exclusiva ao Estado de Minas que o Partido dos Trabalhadores não dispõe, neste momento, de musculatura política suficiente para lançar um candidato próprio ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Para ela, o caminho mais viável para a legenda passa pela construção de alianças com nomes já consolidados no cenário estadual.

Na avaliação da prefeita, o PT deveria apoiar o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Embora o senador já tenha afirmado publicamente que pretende se aposentar da vida pública e, até agora, não tenha sinalizado de forma clara se entrará na disputa pelo Palácio Tiradentes, Marília considera que ele é, hoje, o melhor nome colocado no tabuleiro político mineiro. 

“O Pacheco precisa decidir e eu conto com o Lula para que o Pacheco decida, se que vai ser o candidato por Minas Gerais. O Pacheco decidindo, nós teremos um bom candidato, que já mostrou trabalho por Minas Gerais, que defende Minas Gerais, porque ele foi o principal negociador da dívida que, que era um sacrifício que era imposto a Minas Gerais. Então, Pacheco é um excelente candidato”, ponderou.

Outro nome citado por Marília Campos é o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Kalil contou com o apoio do PT e de outras siglas de esquerda na eleição de 2022, mas foi derrotado ainda no primeiro turno pelo atual governador Romeu Zema (Novo), após obter cerca de 3,8 milhões de votos. 

“Se ele não for candidato (Pacheco), nós temos o Kalil, que é um excelente candidato também. Por quê? Porque já mostrou o serviço, já mostrou trabalho, já mostrou que é um bom gestor e será um bom gestor em Minas Gerais. Então, Minas Gerais tem dois bons candidatos”, disse,

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Para Marília, a prioridade do PT em Minas deveria ser a viabilidade eleitoral e a construção de um palanque competitivo para a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao Estado de Minas ela também afirmou que se colocou à disposição do partido para concorrer ao Senado, mas ressaltou que, até o momento, não teve uma definição formal por parte do PT.

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