O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou, na manhã desta segunda-feira (19/1), que fará uma “caminhada até Brasília” como forma de protesto político. A iniciativa foi divulgada em vídeo publicado nas redes sociais, gravado após o parlamentar cumprir uma agenda em Minas.
O trajeto começou pela manhã e será realizado pela BR-040, totalizando aproximadamente 240 quilômetros, percorridos ao longo de sete dias de caminhada. A expectativa é que o deputado chegue à capital federal no próximo domingo, reunindo apoiadores e cidadãos ao longo do percurso.
Na gravação, Nikolas afirma que desistiu de retornar para casa após sentir o que classificou como uma inquietação diante do cenário político nacional. Segundo ele, o país vive uma sucessão de “escândalos” que teriam provocado à naturalização de fatos que, em sua avaliação, deveriam gerar maior indignação.
Segundo o parlamentar, a caminhada simboliza resistência democrática e esperança: “Terminei uma agenda em Minas. Confesso para vocês, ia voltar para casa. Mas, durante muito tempo meu coração tem ficado inquieto diante das coisas que estão acontecendo. Escândalo atrás de escândalo. O brasileiro tem ficado em uma posição, quase uma manipulação psicológica, onde nada abala mais a gente. O sentimento é de impotência, diante das prisões injustas de manifestantes do dia 8 de janeiro, do próprio presidente Bolsonaro, em relação aos escândalos, do governo e do STF”, disse Nikolas.
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O deputado também mencionou o que chamou de “prisões injustas” relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e citou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Esse sentimento de impotência não é só de vocês. É um sentimento nosso também”, afirmou Nikolas, ao dizer que parte de deputados e senadores compartilharia da mesma avaliação sobre o momento político.
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O deputado também fez referência às mobilizações de rua que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e disse não subestimar o “poder da rua” e da mobilização popular. “Sobrou a nossa voz. Se Deus me entregou isso, eu vou ser essa voz”, afirmou.
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