O Carnaval de Belo Horizonte entrou no centro da agenda do prefeito interino e presidente da Câmara Municipal, Juliano Lopes (Podemos), em um momento de cobrança pública por recursos e organização. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, ele afirmou que a festa de 2026 está garantida financeiramente e rejeitou a avaliação de que a condução do evento possa se tornar foco de desgaste político para a administração municipal.
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Segundo Juliano, a prefeitura optou por ampliar a captação de patrocínio privado para viabilizar a estrutura do Carnaval, diante da ausência de verba pública específica. “Não vai faltar recurso. O Carnaval está sendo feito com parceria da iniciativa privada e o que faltar a prefeitura completa”, afirmou.
De acordo com o prefeito interino, os dados já indicam impacto econômico relevante. A taxa de ocupação hoteleira estaria próxima de 90% a menos de um mês do início oficial da folia, com expectativa de público superior a seis milhões de pessoas. Para ele, o crescimento contínuo do evento consolidou o Carnaval como ativo estratégico da cidade.
Juliano evitou antecipar nomes de patrocinadores, sob o argumento de que os contratos ainda não foram assinados, mas garantiu que os acordos estão avançados. Ele também afirmou que os recursos serão direcionados prioritariamente à infraestrutura, com aumento no número de banheiros químicos, reforço da segurança e ampliação do suporte aos blocos de rua.
Na área de segurança, o prefeito interino disse que há articulação com a Polícia Militar, Guarda Municipal e Polícia Civil, incluindo o deslocamento de efetivo do interior para a capital. Segundo ele, a segurança foi um dos itens mais bem avaliados pelos foliões no ano passado e a meta é melhorar o desempenho em 2026.
Juliano também destacou a retomada de campanhas de prevenção ao assédio, em parceria com a Belotur, e afirmou que a prefeitura trabalha para antecipar falhas identificadas em edições anteriores. “O Carnaval cresceu, pegou de fato. Agora é aperfeiçoar o que não funcionou”, disse.
O sucesso do Carnaval se tornou também um teste político para a gestão municipal. Embora afirme estar “de passagem” pelo Executivo, Juliano sabe que a condução da maior festa popular da cidade é vitrine inevitável. Ainda assim, reforçou que a prioridade é garantir estrutura e segurança, e não capitalizar politicamente o evento.
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A entrevista completa do EM Entrevista com o presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte está disponível no canal do Portal Uai no YouTube, além de trechos publicados em reportagens no portal do Estado de Minas.
