O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou nesta quinta-feira (6/3) que a alíquota de importação de alguns alimentos será zerada como parte de uma série de medidas para reduzir os preços dos alimentos.
Entre os itens alcançados pela medida estão a carne, que atualmente tem alíquota de 10,8%; a sardinha, 32%; os biscoitos, 16,2%; as massas, 14,4%; o açúcar, 14%; o café, 9%; o azeite de oliva, 9%; o óleo de girassol, 9%; e o milho, 7,2%.
Leia Mais
As medidas, que devem entrar em vigor nos próximos dias, foram definidas em reunião na tarde desta quinta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros e empresários do setor alimentício.
- Alimentos 'puxaram' inflação de Belo Horizonte em 2024
- Menos crescimento com inflação: mais problemas para o governo à vista?
- Inflação e juros são as dores de cabeça para depois do carnaval
O governo federal vem se preocupando com a inflação nos alimentos, o que refletiu em uma queda forte na popularidade da gestão, o que vem preocupando o petista. Alckmin afirmou que a medida não irá afetar os produtores nacionais. "Nós entendemos que não [vai prejudicar o produtor brasileiro]. Você tem períodos de preços mais altos, mais baixos. Nós estamos em um período em que reduzir o imposto ajuda a reduzir preços. Você está complementando."
Outras medidas anunciadas foram o reforço dos estoques de alimentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com a intenção de garantir oferta e evitar flutuação no valor do produto.
Já o Plano Safra, programa de financiamento rural, irá priorizar alimentos da cesta básica para o abastecimento do mercado interno.
