Senador Sergio Moro pode ter seu mandato cassado; caso seja condenado o parlamentar ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral -  (crédito: Pedro França/Agência Senado)

Senador Sergio Moro pode ter seu mandato cassado; caso seja condenado o parlamentar ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral

crédito: Pedro França/Agência Senado

O julgamento da acusação de abuso de poder econômico que pode levar à cassação do senador Sérgio Moro (União-PR) começa nesta segunda-feira (1º/4), em Curitiba, no Tribunal Regional Eleitoral do estado.

 

Um dia antes da Corte se reunir, neste domingo (31/3), o advogado Guilherme Ruiz Neto que representa o PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação contra o ex-juiz, divulgou, nas redes sociais, um vídeo onde aponta as razões que acredita garantir a cassação do senador e torná-lo inelegível por oito anos.

No vídeo, o advogado aponta que o ex-juiz gastou mais de R$ 12 milhões entre a pré-campanha e a campanha para o senado pelo Paraná nos dois partidos em que esteve, Podemos e depois pelo União Brasil (legenda que o elegeu senador) enquanto o limite de gastos para o cargo que concorreu era de apenas R$ 4,5 milhões.

 

Para Ruiz, a cassação de Moro é necessária para mostrar que "a lei vale para todos", até mesmo para ex-juízes e lembra o caso da 'Moro de Saias', como ficou conhecida a ex-juíza Selma Arruda (Podemos), que foi eleita senadora pelo Mato Grosso, em 2018, mas teve o mandato cassado, entre outras acusações, por abuso de poder econômico, mesmo crime atribuído a Moro.

No bolão de apostas do meio jurídico a cassação do ex-juiz é dada como certa, restando apenas ainda a dúvida se a cassação vai acontecer apenas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou já no Paraná, estado onde Moro sempre atuou e onde tem fortes relações no meio jurídico, em especial após o destaque adquirido depois da Operação Lava Jato.


Contatada pelo Correio Braziliense a defesa do ex-juiz Moro, o advogado Gustavo Guedes, disse que “a defesa prefere não falar em respeito a profundidade do julgamento, mas não vai entrar no mérito, o que está dito já está no processo”.