A participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no ato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no domingo (25/2), é alvo de uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita apontada na denúncia é de uso de recursos públicos para o deslocamento até a Avenida Paulista, em São Paulo.

 

A peça foi protocolada pela ex-presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em Minas, Sara Azevedo. A política pede que seja aberta uma investigação para apurar a compra de passagens áreas e uso de carros oficiais e seguranças públicos.

 



“Nikolas e Zema defendem publicamente o golpismo bolsonarista: compareceram ao ato de domingo, que visava insuflar o povo contra as instituições públicas, em especial o Sistema de Justiça, em razão das investigações dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023”, disse Sara Azevedo.

 

A psolista ainda pediu que a peça fosse endereçada ao Ministro Alexandre de Moraes, por ser relator do inquérito que investiga os atos antidemocráticos do 8 de janeiro. A representação, no entanto, foi distribuída para análise do ministro Kassio Nunes Marques.

 

O Estado de Minas procurou o Governo de Minas Gerais e o deputado Nikolas Ferreira para posicionamento e aguarda retorno.

 

Ato na Paulista

 

Nikolas e Zema participaram do ato na Paulista ao lado de dezenas de parlamentares e outros governadores, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ronaldo Caiado (União-GO). Apenas o deputado federal fez uso da palavra durante o ato.

 

Segundo Nikolas, a manifestação é uma mensagem para muitas pessoas de que "homens e mulheres com o coração verde e amarelo não desistirão do país". Ele acrescentou: "É também um recado para aqueles que estão desanimados e desesperançosos, de que este ato será marcado por uma geração de homens e mulheres que não desistiram e não desistirão.

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