Cleitinho, Zema e Nikolas -  (crédito: Redes Sociais/Reprodução)

Cleitinho, Zema e Nikolas

crédito: Redes Sociais/Reprodução

O sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, Pedro Rousseff, que é conselheiro municipal da Juventude em Belo Horizonte, pediu ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que abra um inquérito para apurar a conduta do governador Romeu Zema (Novo), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) após a divulgação de um vídeo em que os três anunciam o fim da obrigatoriedade da vacinação para crianças que estudam na rede pública de Minas Gerais.

 

 

O vídeo, publicado ontem nas redes sociais do governador e do senador, foi alvo de muitas críticas da oposição no estado. Ao lado do deputado e do senador, Zema disse que os estudantes da rede estadual de ensino não serão obrigados a se vacinar para poder frequentar as aulas. Na publicação não fica claro se a desobrigação é para todas as vacinas ou somente para a Covid-19, alvo de questionamentos por parte da extrema-direita. 

 

Na representação, Rousseff afirma que a postura dos três “desincentiva a vacinação no estado de Minas Gerais - em um momento de redução nacional da cobertura vacinal” e contraria disposições legais referentes à saúde da população infanto-juvenil.

 



 

“Os representados, ao defenderem a não-obrigatoriedade da vacinação, sabem que estimulam indiretamente que pais e responsáveis se omitam na efetivação do direito à saúde de seus filhos e procedam com o calendário vacinal. Se tornam, portanto, indiretamente, responsáveis pela diminuição da cobertura vacinal no Estado”, afirma a representação dirigida ao procurador-geral Jarbas Soares.


No documento, Rousseff diz ainda que os representados possuem milhões de seguidores nas redes sociais, o que “torna ainda mais agravante a postura por eles adotada no vídeo divulgado”.


Para ele, trata-se de um posicionamento político por parte do governador e dos parlamentares. “Os três sabem que aquele vídeo iria gerar polêmica não só em Minas, mas no Brasil. Em vez de se preocupar em defender investimentos em saúde no nosso Estado, Zema prefere confabular com a extrema-direita para atacar a vacina. Não vai dar certo”, afirmou o sobrinho da ex-presidente.


A reportagem procurou o governador, o deputado e o senador, mas eles ainda não se pronunciaram sobre a representação.