Paulliny Tort, de 'Os imortais', é confirmada na programação da Flip
Finalista do Jabuti, a autora é o terceiro nome nacional confirmado e estará na agenda principal do evento
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A escritora brasiliense Paulliny Tort, autora de "Os imortais" (Editora Fósforo), é o terceiro nome brasileiro confirmado na programação principal da 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 22 a 26 de julho na cidade histórica no estado do Rio de Janeiro. Ela se junta a Andréa del Fuego e ao poeta Leonardo Gandolfi no elenco nacional da festa. Entre os internacionais, já estão confirmados a argentina Julieta Correa, o argelino Kamel Daoud, o italiano Andrea Bajani, o guatemalteco Eduardo Halfón e a alemã Carmen Stephan. A edição 2026 marca a estreia de Rita Palmeira na curadoria e homenageia a poeta paulista Orides Fontela (1940-1998).
“Os imortais” foi a capa do suplemento literário Pensar, do Estado de Minas, publicado neste sábado (16/5), com artigo, resenha e entrevista com a autora.
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Entrevista: Paulliny Tort: 'Sou curiosa sobre a pré-história de pensamento e linguagem'
Artigo: Paulliny Tort mostra que nada é impossível em um romance corajoso
O livro narra a jornada de um clã de neandertais ambientada há mais de 40 mil anos, num Paleolítico marcado pela fome, pela guerra, pelo fogo e pelo primeiro contato com uma criança sapiens. Vencedora do prêmio APCA e finalista do Jabuti com a coletânea "Erva brava" (2022), Tort chega à Flip com um romance que a crítica já classifica entre as maiores revelações do ano literário.
Na entrevista ao Pensar, a autora detalhou aspectos do livro e sua narrativa: “Venho de uma casa de mulheres e isso deve influenciar as mulheres da minha imaginação, mas a minha intenção é uma só: contar a história. O fogo me fascina desde sempre, e não é preciso ser um escritor de ficção para imaginar o que sentiam as primeiras pessoas diante das chamas, basta se sentar em frente a uma fogueira, em silêncio, e admirar um pouco”.
Paulliny Tort explicou que a formação eclética, em jornalismo, engenharia florestal, dois anos e meio de ciências biológicas e um estágio em primatologia, alimenta uma ficção que não deve satisfações à ciência, mas tampouco a ignora. “Sou curiosa sobre a pré-história de pensamento e linguagem”, afirmou.
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O desafio de construir personagens em um mundo de linguagem rarefeita, sem diálogos convencionais, foi resolvido com um narrador onisciente e uma atenção minuciosa à linguagem corporal e gestual: “não pensei em soluções. É um fluxo.”