TV Assembleia investe em informação diversificada antes das eleições
A prioridade é oferecer conteúdos objetivos e aprofundados para o eleitor compreender o contexto político atual e escolher os candidatos
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A TV Assembleia leva ao telespectador, neste ano de votação para diferentes cargos, conteúdos variados sobre as eleições de 2026. Como canal de comunicação pública, a intenção da emissora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) é produzir materiais informativos antes, durante e após o pleito, que terá o 1º turno no dia 4 de outubro.
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A diversidade da programação foi pensada para atender à multiplicidade de pessoas que vivem nas diferentes regiões de Minas Gerais, considerado o Estado síntese do País. Minas é o segundo colégio eleitoral brasileiro, com 16,4 milhões (10,32%) de eleitores, atrás de São Paulo, que tem 34 milhões (21,48%) de pessoas aptas a votar.
Com o mote “TV Assembleia, eleições com todas as vozes”, o canal buscou contemplar conteúdos diferenciados que vão além e complementam a cobertura das televisões comerciais, de forma a preparar o terreno para que os cidadãos entendam o contexto político atual e façam escolhas bem informadas que dialoguem com a realidade em que vivem.
O trabalho de contextualização começa em questões básicas, como explicar o significado de termos comuns no noticiário político, mas que muitas vezes não são bem compreendidos por todos.
Esse é o objetivo do programa Dicionário do Voto, que detalha, em vídeos simples e curtos, expressões como voto válido, fundo eleitoral, cláusula de barreira, entre outras.
Conhecer as necessidades e potencialidades de Minas
Antes de escolher as sementes que serão lançadas, é importante conhecer bem o solo, com os pontos fortes e fracos. Com esse objetivo, nasceu a série De Minas às Gerais, que visitou 12 das 13 regiões geográficas intermediárias (RGInt) do Estado, as mesmas consideradas para a organização do orçamento público e para a formulação de políticas públicas na Assembleia. Para esse produto foram usados os dados e informações do site de Políticas Públicas da Assembleia, obtidos a partir da análise e síntese de dados da Fundação João Pinheiro e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao todo, serão nove programas que retratarão as RGInt de Belo Horizonte, Varginha, Pouso Alegre, Juiz de Fora, Ipatinga, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Divinópolis, Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas e Montes Claros, mostrando os desafios que os próximos governantes terão pela frente, mas também os potenciais de desenvolvimento de cada uma.
Candidatos ao governo e ao Senado
A escolha dos candidatos deve considerar um processo prévio de informação e seleção. Por isso, os eleitores poderão conhecer os 11 candidatos ao Governo de Minas por meio da TV Assembleia.
A série de reportagens com os aspirantes ao governado é um dos principais serviços prestados à população pela TV, quando eles terão 23 minutos para falar de cenário político, programa de governo, dívida de Minas com a União e de gargalos na saúde, educação e segurança pública.
Se avaliar quem disputa a gestão do executivo estadual é importante, conhecer os 16 candidatos que concorrem ao Senado por Minas se torna estratégico no atual contexto político, uma vez que o cargo estaria “mais distante da população’. Pesquisas têm mostrado a grande parcela de indecisos, além do fato de que muitos eleitores não sabem que devem votar em dois senadores.
Além da legislação federal, passam pelos senadores a aprovação de nomes de indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF), do procurador-geral da República e dos presidentes e diretores do Banco Central (BC). No programa, os candidatos terão o mesmo tempo para abordar cinco questões: o que o levou a concorrer ao Senado, a relação de Minas Gerais e a União, a tensão entre os poderes – especialmente entre o Congresso e o Supremo –, emendas parlamentares e a conexão com o orçamento, e qual relação espera ter com o governo federal, independentemente de quem for eleito.
Parceria entre a Rádio e a TV
É destaque no período eleitoral um programa informativo que nasceu na Rádio Assembleia, há seis anos, e que agora assume o formato de videocast: o Politiza. O objetivo do produto é aprofundar temas discutidos pela Assembleia. A temporada atual foi batizada de “Vale Perguntar” e tem como ponto de partida ideias repetidas pela sociedade ou mesmo nos debates realizados no parlamento para promover diálogos com especialistas sobre políticas públicas.
Serão três programas nessa nova temporada que abordarão as áreas da saúde, educação e segurança pública a partir daquilo que chamamos de senso comum. Assim, o especialista convidado pode confirmar ou refutar a ideia apresentada. O foco é transformar percepções, por vezes superficiais, em entendimento real sobre o impacto das decisões políticas e, dessa forma, contribuir para o debate de propostas nas eleições de 2026. O primeiro episódio partiu do seguinte questionamento: o problema da saúde pública é dinheiro?
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Além do Politiza, a Rádio Assembleia potencializa o alcance do conteúdo sobre as eleições produzido pela TV por meio da adaptação para o formato em áudio. O material é enviado para cerca de 900 rádios do interior por e-mail e para outras 200 por meio do WhatsApp. A rádio também pode ser ouvida pelas principais plataformas digitais, como Spotify, Deezer e Radio.net.