A união entre o reflorestamento e o manejo de animais silvestres possibilitou o retorno de grandes herbívoros à bacia hidrográfica do Guapiaçu. A família Locke utilizava as terras para a agricultura desde 1907, antes de criar a reserva sem fins lucrativos voltada a proteger as matas remanescentes.

Conforme relatório de fevereiro de 2025 da World Land Trust, o projeto plantou cerca de 840 mil árvores em 607 hectares nas ações iniciais. A produção contínua do viveiro local elevou os registros oficiais da REGUA para mais de 1 milhão de mudas introduzidas e 710 hectares recuperados sob proteção direta.

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Recuperação de pastagens e áreas úmidas

Trabalhadores construíram barragens de terra e desviaram cursos de água para transformar antigas pastagens de gado em lagoas funcionais. Essas áreas úmidas sustentam populações de:

  • capivaras;

  • jacarés-de-papo-amarelo;

  • garças e diversas aves aquáticas.

A conexão entre fragmentos florestais isolados permitiu o deslocamento autônomo de espécies menores. Mamíferos maiores enfrentavam barreiras físicas em meio às áreas agrícolas vizinhas, demandando intervenção direta para viabilizar o retorno.

Reintrodução das antas

Em 2017, a REGUA firmou parceria com o projeto Refauna e com o Instituto Federal do Rio de Janeiro para executar a reintrodução planejada. Pesquisadores soltaram três antas na reserva e rastrearam os animais com radiocolares e armadilhas fotográficas.

Os animais se adaptaram à floresta recuperada, alimentando-se de vegetação nativa e dispersando sementes pela bacia. O projeto confirmou a capacidade de sobrevivência sem assistência humana ao registrar o nascimento dos primeiros filhotes em vida livre.

A página oficial de monitoramento da REGUA indica 11 antas em liberdade e três filhotes nascidos na natureza. O levantamento regional aponta que a população total na reserva e imediações alcança até 25 indivíduos, com estudos contínuos sobre o impacto desses herbívoros na dispersão vegetal e no crescimento florestal.

Pesquisadores reforçam que o plantio de árvores não bastou para restabelecer espécies desaparecidas. A regeneração do ecossistema dependeu da recuperação do ambiente físico e da reintrodução ativa da fauna correspondente.

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A equipe segue monitorando a qualidade da água, a estabilidade do solo e a diversidade botânica ao longo da bacia. O êxito a longo prazo depende da manutenção de parcerias comunitárias locais e da garantia contínua de corredores protegidos.


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