O pastor Alex Sandro Soares Zeca, investigado após a morte de um homem de 33 anos em um motel de Catanduva, no interior de São Paulo, possui registros policiais anteriores por agressão e porte de arma. Na segunda-feira (19), a polícia o deteve novamente por violência doméstica depois de brigar com a esposa e exigir que ela saísse de casa.
Durante o episódio recente, o homem pulou o muro para fugir. Policiais localizaram Alex nos fundos do imóvel vizinho e o levaram até a delegacia, onde ele prestou depoimento e acabou liberado em seguida.
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Histórico de agressão e apreensão de arma
A primeira denúncia contra o pastor ocorreu em novembro, no bairro Jardim Bela Vista. A filha do casal, com 11 anos na época, acionou a Polícia Militar para comunicar a briga dos pais e relatar que o homem estava armado com um revólver.
No local, os policiais encontraram a mulher com ferimentos na boca decorrentes de agressões. A vítima relatou que Alex consumia entorpecentes havia quatro dias seguidos. Durante as buscas, a equipe localizou a arma carregada dentro do guarda-roupa, sem documentos comprobatórios de regularidade.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) transferiu o pastor sob escolta policial para a ala psiquiátrica do Hospital Padre Albino antes da transferência ao presídio. A mulher pediu medida protetiva, e a ocorrência terminou registrada como lesão corporal, posse irregular de arma de fogo e violência doméstica.
Ocorrência na suíte do motel
No dia 12 de outubro, Alex esteve no estabelecimento acompanhado de Ana Lígia Oliveira do Carmo e Fabrício Augusto das Neves, que morreu no quarto. Em depoimento à Polícia Civil, a mulher declarou que o trio ingeriu bebidas alcoólicas, maconha e cocaína, substância oferecida pelo líder religioso.
Fabrício relatou mal-estar e seguiu em direção ao banheiro. A mulher convidou o homem para se deitar na cama com ela e Alex, mas ele recusou. Ao perceber que o homem continuava indisposto, a mulher reuniu os pertences e foi esperar no carro, retornando após escutar barulho de vidro quebrando.
Na suíte, a mulher encontrou o pastor prestando socorro a Fabrício, que convulsionava e expelia espuma e água pela boca. Ao notar o homem desacordado, o pastor derrubou o portão do motel para fugir e tentou pagar a conta, mas funcionários impediram a saída. Socorristas do Samu compareceram ao local e constataram a morte.
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O corpo seguiu para exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML). O Motel Psiu informou em nota que prioriza o sigilo dos frequentadores e decidiu não se pronunciar. A Polícia Civil investiga as condutas de morte suspeita, dano, posse de drogas para uso próprio e fraudes processuais.
